Operação Paradoxo prende universitários suspeitos de tráfico em festas acadêmicas
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (4), a Operação Paradoxo, que tem como alvo sete universitários suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas, especialmente em festas de atlética. As ações ocorreram nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana da capital, e resultaram no cumprimento de 15 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça do Juízo das Garantias de Cuiabá.
Mandados de prisão e busca e apreensão
Dentre as ordens judiciais, sete são mandados de prisão e oito são de busca e apreensão domiciliar. A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc), aponta que o grupo atuava de forma organizada e estável no tráfico, utilizando a condição de universitários para facilitar a circulação em eventos acadêmicos e ampliar a rede de clientes.
Modus operandi do grupo
Segundo as investigações, os suspeitos dividiam tarefas entre si e utilizavam aplicativos de mensagens para negociar drogas sintéticas e outras substâncias ilícitas. O grupo operava de maneira integrada em Cuiabá e Várzea Grande, com distribuição regular de entorpecentes na região metropolitana. A polícia destacou que o nome da operação, Paradoxo, faz referência ao contraste entre a formação acadêmica dos investigados e seu envolvimento em atividades criminosas.
Possíveis crimes e continuidade das investigações
Os universitários podem responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico. A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que o material apreendido será analisado para identificar outros possíveis envolvidos. A operação faz parte do planejamento estratégico da instituição para 2026, inserida na Operação Pharus e no programa Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, do Governo do Estado.
As ações reforçam o compromisso das autoridades em combater o crime organizado, mesmo em ambientes acadêmicos, onde a ilusão de impunidade pode ser maior. A comunidade local aguarda novos desdobramentos enquanto a justiça segue seu curso.



