Casos graves marcam a semana no Triângulo Mineiro com notícias de morte, violação de privacidade e abuso sexual
As reportagens mais acessadas no g1 Triângulo entre os dias 11 e 17 de abril revelaram três ocorrências chocantes que mobilizaram a região, envolvendo desde uma morte trágica em motel até crimes de violência doméstica e abuso sexual contra uma criança.
Homem morre em motel após ingerir tadalafila e bebidas alcoólicas
Um homem de 59 anos faleceu após passar mal dentro de um motel na zona rural de Monte Carmelo, no Alto Paranaíba. Conforme o boletim de ocorrência, sua acompanhante, uma mulher de 39 anos, relatou que o indivíduo consumiu quatro comprimidos de tadalafila – medicamento utilizado para disfunção erétil – além de bebidas alcoólicas e energéticos antes de apresentar mal-estar.
Funcionários do estabelecimento acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que realizou manobras de reanimação por aproximadamente 15 minutos. Infelizmente, os esforços não foram suficientes e o homem não resistiu, morrendo no local.
A Polícia Militar informou que, como não foram identificados sinais de violência, a perícia técnica foi dispensada. O corpo foi liberado para a família e nenhum material ilícito foi encontrado. O caso foi registrado como encontro de cadáver. Médicos alertam que o uso indiscriminado de tadalafila pode gerar dependência psicológica e graves riscos à saúde.
Mulher descobre câmera escondida no quarto por ex-marido em Uberaba
Uma mulher de 33 anos encontrou uma câmera escondida no suporte do ventilador de teto do seu quarto, em Uberaba, na noite de segunda-feira (13). A Polícia Militar foi acionada e registrou o ocorrido no bairro Recreio dos Bandeirantes como “registro não autorizado de intimidade sexual”.
A vítima declarou à polícia que suspeita do ex-marido, de 44 anos, que não aceita o fim do relacionamento. A desconfiança surgiu após uma das filhas do casal relatar ter visto o pai assistindo, pelo celular, a imagens da mãe dentro de casa.
O relacionamento durou 18 anos e terminou há cerca de dois meses. Desde então, segundo a mulher, o ex-marido passou a demonstrar comportamento ciumento e possessivo. Ela afirmou ainda que não é a primeira vez que ele instala dispositivos semelhantes na residência.
Na quinta-feira (16), a advogada da mulher, Raphaela Massote, informou que uma medida protetiva foi expedida pela Justiça. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os fatos, que tramitam sob sigilo na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Uberaba. Como o processo está em segredo de Justiça, o nome do suspeito não foi divulgado.
Vereador é preso por estupro de vulnerável com intermediação da bisavó
A investigação da Polícia Civil aponta que a bisavó de uma criança abusada por cinco anos pelo vereador de Pirajuba, Antônio Tiveron Filho, conhecido como Toninho Mineiro (União Brasil), intermediava os abusos e recebia dinheiro para facilitar os crimes. O parlamentar, de 72 anos, foi preso na tarde de segunda-feira (13) durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva.
Toninho Mineiro foi indiciado por estupro de vulnerável cometido de forma reiterada contra a menina, quando ela tinha entre 8 e 14 anos. Ele está preso na Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba.
A bisavó, que não teve nome nem idade divulgados, faleceu em decorrência de câncer em 2025. Segundo a investigação, ela trabalhava na casa do parlamentar e mantinha relação de amizade com ele. De acordo com o inquérito, os abusos aconteciam semanalmente, e a vítima era mantida em silêncio por meio de violência psicológica e ameaças de morte.
Os crimes teriam cessado apenas quando, já na adolescência, a garota passou a resistir às imposições da bisavó e se recusou a continuar encontrando o vereador. A Polícia Civil apurou ainda que Toninho Mineiro usava sua influência política e econômica para tentar interferir na rede de proteção à criança.
Em nota, o advogado do vereador, Geovane Soares, afirmou que está adotando todas as medidas legais cabíveis e que Toninho Mineiro nunca esteve envolvido ou foi investigado por qualquer delito. A Câmara de Pirajuba informou que sua assessoria jurídica analisa as medidas cabíveis. O g1 solicitou posicionamento ao União Brasil, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem.



