Tia de empresário assassinado em Aracaju é denunciada por envolvimento no crime
Tia de empresário assassinado é denunciada por envolvimento

Tia de empresário assassinado em Aracaju é denunciada por envolvimento no crime

Após uma denúncia formal do Ministério Público Estadual, Nadja Conceição França, tia do empresário Thiago de Carvalho Novaes, assassinado em Aracaju, apresentou-se voluntariamente à polícia na manhã desta segunda-feira, 10 de fevereiro. A informação foi obtida com exclusividade pela equipe do portal SE1, que acompanha o desenrolar do caso.

De acordo com a apuração detalhada da equipe jornalística, Nadja esteve presente na 1ª Delegacia Metropolitana da capital sergipana, estando acompanhada de seu advogado durante todo o procedimento. A apresentação ocorre no contexto de uma investigação que já levou à prisão de Cristiano Ferreira Novaes, irmão da vítima por parte de pai, apontado como o executor material do crime.

Detalhes do crime e motivação patrimonial

O homicídio que chocou a capital sergipana aconteceu no dia 6 de janeiro de 2026, no Bairro Farolândia, Zona Sul de Aracaju. Thiago de Carvalho Novaes foi morto a tiros em uma emboscada cuidadosamente planejada, conforme apontam as investigações da Polícia Civil de Sergipe.

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A motivação central do crime, segundo as acusações do Ministério Público, está diretamente relacionada a uma disputa acirrada pelo patrimônio familiar. Thiago era o responsável legal pela administração dos bens da família após o agravamento do estado de saúde de sua mãe, que se encontra acamada. Testemunhas e provas documentais indicam que ele teria restringido o acesso de outros familiares aos recursos financeiros, o que intensificou conflitos preexistentes, especialmente com sua tia Nadja.

Ligações criminosas e linguagem codificada

As investigações policiais, que se estendem há semanas, revelaram elementos preocupantes sobre o planejamento do crime. De acordo com documentos do inquérito, Cristiano Ferreira Novaes e Nadja Conceição França mantinham contatos frequentes e utilizavam sistematicamente uma linguagem codificada para discutir os detalhes da execução do homicídio.

Essas comunicações, interceptadas e analisadas pelos peritos, demonstram um nível de organização que surpreendeu até mesmo investigadores experientes. O crime foi classificado legalmente como homicídio qualificado por motivo torpe e mediante emboscada, agravantes que dificultaram qualquer possibilidade de defesa por parte da vítima.

Andamento processual e silêncio da defesa

Cristiano Ferreira Novaes, identificado como o executor material, permanece preso à disposição da Justiça. Até o momento, a defesa do acusado não foi localizada pelos veículos de imprensa para se pronunciar sobre essa atualização significativa no caso, que agora envolve diretamente um novo membro da família.

A apresentação de Nadja à delegacia representa um desenvolvimento crucial nas investigações, sugerindo que o Ministério Público reuniu provas suficientes para sustentar a denúncia por envolvimento no planejamento do crime. As autoridades seguem apurando se outros indivíduos podem ter participado do esquema criminoso.

O caso continua sob sigilo judicial em vários aspectos, mas já se configura como um dos episódios mais complexos de violência familiar com motivação patrimonial registrados recentemente em Sergipe, chamando a atenção para disputas de herança que terminam em tragédia.

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