Homem é investigado por usar assinatura de médico para comprar canetas emagrecedoras em Rio Paranaíba
Um homem de 23 anos está sendo investigado pela Polícia Civil por suspeita de utilizar indevidamente a assinatura digital de um médico em receitas para adquirir canetas emagrecedoras de alto custo e revendê-las de forma irregular na cidade de Rio Paranaíba, localizada na região do Alto Paranaíba em Minas Gerais. Durante uma operação realizada na quinta-feira, dia 9, os policiais apreenderam 22 caixas do medicamento tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro, além de dezenas de seringas e outros materiais diretamente ligados à investigação em curso.
Medicamento com dupla função
A tirzepatida é um fármaco originalmente desenvolvido e prescrito principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2, atuando no controle dos níveis de açúcar no sangue. No entanto, devido aos seus efeitos colaterais que incluem a promoção de sensação de saciedade e a redução do apetite, o medicamento também tem sido utilizado de forma crescente como auxiliar em processos de perda de peso, o que explica sua alta demanda no mercado.
Início das investigações
Segundo informações detalhadas da Polícia Civil, as investigações tiveram início após o próprio médico, cuja identidade foi preservada, procurar a corporação para relatar que descobriu que pacientes estavam adquirindo o medicamento em seu nome, mesmo sem que ele tivesse realizado qualquer prescrição da substância. De acordo com o andamento da investigação, o suspeito utilizou os dados profissionais do médico para comprar o produto diretamente em laboratórios, conferindo uma aparência de legalidade às aquisições realizadas.
A polícia está apurando se ele revendia os medicamentos de forma irregular na cidade, aproveitando-se da alta procura por produtos para emagrecimento. Ainda conforme a Polícia Civil, existem fortes indícios de que notas fiscais também tenham sido emitidas em nome do médico sem a devida autorização, configurando mais uma camada de irregularidade no caso.
Operação policial e apreensões
Com base nas provas reunidas durante a fase investigativa, a Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão que foi cumprido no endereço ligado ao investigado, com o apoio fundamental da Polícia Militar e do setor de inteligência da Polícia Civil em Patos de Minas. No local, além das 22 caixas de tirzepatida, os policiais recolheram uma série de itens considerados cruciais para o desvendamento do caso:
- Celular
- Notebook
- Cartões de memória
- Pen drive
- Receitas médicas
- Notas fiscais
- Outros materiais considerados relevantes para a investigação
Todo o material apreendido será submetido a perícia técnica para esclarecer a origem exata dos medicamentos, verificar possíveis falsificações de documentos e identificar outras possíveis vítimas envolvidas no esquema.
Posicionamento das autoridades
O delegado Guilherme Campos, responsável pelo caso, afirmou que situações como essa devem ser tratadas com o máximo de rigor pelas autoridades. “Condutas que envolvam fraude, utilização indevida de dados profissionais e riscos à saúde pública serão rigorosamente investigadas e reprimidas”, declarou o delegado, enfatizando a seriedade das acusações.
As investigações continuam em andamento e apuram, inicialmente, os crimes de estelionato e falsificação de documentos. Em nota oficial, a Polícia Civil informou que o investigado foi encaminhado à Delegacia de Polícia na quinta-feira para a adoção das providências legais cabíveis, onde foi ouvido pelos investigadores e posteriormente liberado, aguardando os próximos passos do processo.



