Suspeito de roubo milionário em Ipatinga fingiu ser deficiente físico para atuar como olheiro
Um dos presos após o assalto milionário a um produtor de eventos em Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, utilizou uma estratégia inusitada para não levantar suspeitas durante a execução do crime: ele fingiu ser deficiente físico. De acordo com a Polícia Militar, o indivíduo atuou como olheiro enquanto seus comparsas invadiam a residência da vítima.
Vídeo mostra chegada dos criminosos
Imagens de câmeras de segurança registram o momento em que o carro utilizado no roubo chega ao bairro Cidade Nobre. Em seguida, o homem desce do veículo e simula ter dificuldades para andar, atravessando a rua com movimentos lentos e desajeitados. Enquanto isso, um cúmplice retira a escada usada para acessar o imóvel do interior do automóvel.
"Um dos autores desceu do veículo simulando ser deficiente físico, mas, na verdade, ficou como olheiro embaixo enquanto os outros subiram para a residência da vítima. Ele não é deficiente físico, estava simulando a deficiência, como se fosse um morador de rua, mas ficou observando o local para verificar se a polícia estava chegando", detalhou o capitão Wanderson Nascimento, da Polícia Militar.
Crime violento e prejuízo milionário
O produtor de eventos, vítima do roubo, relatou que quatro homens armados invadiram seu apartamento na terça-feira (14), enquanto ele dormia. Os criminosos fugiram levando R$ 1,2 milhão em joias, R$ 40 mil em dinheiro e 170 gramas de ouro. A vítima, um homem de 35 anos, ainda sofreu agressões físicas, incluindo tapas e coronhadas, ficando com arranhões no pescoço e marcas pelo corpo.
Os assaltantes entraram pela sacada do imóvel utilizando uma escada. O grupo conseguiu acessar o quarto da vítima, que possui fechadura eletrônica, levantando suspeitas de que algum conhecido poderia estar envolvido no planejamento do crime.
Operação policial e prisões
Com a ajuda de câmeras de segurança e denúncias anônimas, a Polícia Militar conseguiu identificar um veículo suspeito, que foi encontrado abandonado no Parque Veneza. Investigações revelaram que o carro era clonado e havia sido roubado em Belo Horizonte.
Os militares realizaram buscas e prenderam quatro homens diretamente envolvidos no assalto, além de um motorista de aplicativo que auxiliou na fuga. Os presos, residentes nos bairros Cidade Nova e Veneza em Ipatinga, são conhecidos pela polícia por envolvimento em crimes como tráfico de drogas e roubo.
Durante as operações, foram apreendidos:
- Porções de crack e maconha
- Dinheiro em espécie
- Uma calça idêntica à usada durante o roubo
- Uma carteira
Em um dos locais abordados, os policiais encontraram três crianças de colo dentro de um veículo que transportava dois dos suspeitos. Materiais ilícitos foram encontrados escondidos sob os bancos do automóvel.
Investigações em andamento
Os cinco detidos foram levados para a delegacia da Polícia Civil e permaneceram em silêncio durante os interrogatórios. A Polícia Militar continua realizando buscas para tentar recuperar os pertences roubados da vítima, cujo valor total supera R$ 1,24 milhão.
O caso chama atenção não apenas pelo elevado montante envolvido, mas também pela estratégia utilizada pelos criminosos, que incluía a simulação de deficiência física para passar despercebidos durante a execução do roubo.



