Pronunciado por feminicídio, suspeito de matar professora em trilha vai a júri popular
Suspeito de matar professora em trilha vai a júri popular

O suspeito de assassinar a professora Catarina Kasten, de 31 anos, em uma trilha de Florianópolis, foi pronunciado pela Justiça e deve ser submetido a júri popular. Giovane Correa Mayer, de 21 anos, teve a pronúncia assinada na sexta-feira (8) e o anúncio foi feito nas redes sociais da defesa da família da vítima nesta segunda-feira (11).

Segundo o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), o processo ainda está com prazo aberto para interposição de recursos, e não há data definida para o julgamento. O crime ocorreu na manhã de 21 de novembro de 2023, quando Catarina saiu de casa para ir a uma aula de natação e foi estuprada e assassinada na trilha da praia do Matadeiro, local frequentado por moradores da região.

Detalhes do crime

Catarina Kasten foi estuprada e morta na trilha. Câmeras de segurança flagraram o suspeito, que confessou os crimes e está preso preventivamente. Em dezembro, ele foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver. A denúncia foi aceita pelo Poder Judiciário, tornando Giovane réu no processo criminal.

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As qualificadoras do feminicídio incluem asfixia e o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia do MPSC, o acusado agiu com intenção de matar, de forma consciente e voluntária, por razões da condição do sexo feminino. O processo tramita sob sigilo.

Defesa e histórico do suspeito

A defesa de Giovane é realizada pela Defensoria Pública, que informou que pessoas presas sem advogado constituído recebem assistência durante as audiências. Natural de Viamão (RS), o investigado vivia na região de Florianópolis desde 2019, com familiares. Segundo a Polícia Militar, ele costumava frequentar a trilha onde ocorreu o crime e, no dia dos fatos, relatou ter retornado de uma festa em que havia consumido bebida alcoólica.

Testemunhas foram essenciais para a investigação, incluindo mulheres que fotografaram o assassino e ajudaram a identificá-lo. A família de Catarina continua a buscar justiça, com o marido declarando que ela sonhava com uma nova casa e um doutorado, e que sua falta é imensa.

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