Ex-vereador Lucas Coelho, suspeito de homicídio, retorna às redes sociais em meio a processo
Suspeito de matar ex-noivo retorna às redes sociais durante processo

Ex-vereador suspeito de homicídio reaparece nas redes sociais durante andamento de processo

O ex-vereador de Araújos, Lucas Coelho, de 33 anos, voltou a se manifestar publicamente nas redes sociais nesta quarta-feira (15), em meio ao processo criminal que apura a morte do professor Jhonathan Silva Simões, de 31 anos. Coelho é suspeito de ter assassinado o ex-noivo a tiros em 29 de maio de 2025, no bairro Sagrado Coração de Jesus, em Formiga, Minas Gerais.

Manifestação com tom religioso nas redes

Em um vídeo publicado, o ex-vereador adotou um tom religioso, pediu orações e afirmou que "a verdade não se negocia". Ele também fez críticas ao governo dos Estados Unidos e defendeu o Papa Leão XIV, abordando temas como fé e perseguição religiosa. A publicação ocorre enquanto o caso aguarda decisão da Justiça sobre a realização de júri popular.

O advogado de defesa, Alexandre Simões, contatado pelo g1, afirmou que não se manifestaria fora do processo judicial. Vale destacar que o uso das redes sociais não está entre as medidas cautelares que o suspeito precisa cumprir desde julho de 2025, quando o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) concedeu habeas corpus e substituiu a prisão preventiva.

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Andamento do processo criminal

O processo segue em fase de instrução, com audiência realizada no dia 20 de junho no Fórum de Formiga, onde foram ouvidas testemunhas de acusação e defesa. Lucas Coelho participou por videoconferência, mas optou por permanecer em silêncio, alegando não se sentir bem.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), essa etapa é fundamental para reunir elementos que vão embasar a decisão judicial sobre o envio ou não do caso ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. A expectativa é que a Justiça decida nos próximos meses se o ex-vereador será levado a julgamento.

Detalhes do crime investigado

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o assassinato foi premeditado e cometido em uma emboscada. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um carro preto chega à casa da vítima, o suspeito desce do veículo e efetua os disparos contra Jhonathan. Após o crime, ele fugiu em um carro sem placas e permaneceu foragido por alguns dias.

Em 5 de junho de 2025, Lucas Coelho se apresentou à polícia acompanhado de um advogado, mas não prestou depoimento naquele momento. A Polícia Civil também apurou que o veículo usado no crime havia sido alugado em Bom Despacho e devolvido posteriormente por meio da defesa. O investigado, que exercia mandato como vereador em Araújos, foi indiciado por homicídio qualificado e renunciou ao cargo em agosto do ano passado.

Relacionamento conturbado entre vítima e suspeito

As investigações apontaram que o relacionamento entre vítima e suspeito era marcado por conflitos, agressões e ameaças ao longo de cerca de um ano. Em fevereiro de 2025, Jhonathan registrou um boletim de ocorrência no qual informou ter sido agredido e teve o carro danificado pelo então companheiro.

Segundo a polícia, o homem também fez ameaças diretas, incluindo frases como: "Vou derramar seu sangue". Outro ponto levantado na investigação é que o relacionamento se tornou ainda mais conturbado após a vítima descobrir que havia contraído HIV. De acordo com o delegado responsável pelo caso, ela afirmou que não havia sido informada previamente sobre a condição do então parceiro.

Repercussão e acompanhamento familiar

O caso gerou grande repercussão na região Centro-Oeste de Minas Gerais. Familiares e amigos da vítima acompanharam a última audiência com cartazes pedindo justiça, demonstrando a comoção em torno do crime. Com o encerramento da fase de instrução, a atenção agora se volta para a decisão judicial sobre o júri popular.

Enquanto isso, a reaparição do investigado nas redes sociais volta a chamar a atenção para o caso, que segue sob análise judicial minuciosa. A manifestação pública do ex-vereador, embora permitida pelas medidas cautelares, reacende o debate sobre o processo e a busca por justiça pela família de Jhonathan Silva Simões.

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