Suspeito de mandar matar coordenador do CRB deve se entregar à polícia em Alagoas
O suspeito de ser o mandante do assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, coordenador do CRB, deve se apresentar espontaneamente à Polícia Civil de Alagoas ainda nesta semana. A informação foi confirmada ao g1 pelo advogado Napoleão Lima, responsável pela defesa de Ruan, apontado pela investigação como autor intelectual do crime.
Tratativas para apresentação voluntária
Segundo o advogado, já há tratativas com a delegada Tacyane Ribeiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), para a apresentação do investigado. Napoleão Lima destacou que a apresentação será feita de forma voluntária e tem como objetivo colaborar com as investigações.
O que a gente tem por hora é a apresentação que nós faremos do Ruan de forma espontânea à delegacia de polícia que investiga o caso, para que ela possa tomar as medidas cabíveis, disse o advogado. Ele vai apresentar os fatos, dizer as circunstâncias e terá a oportunidade de apresentar a versão dele, esclarecendo o que de fato aconteceu.
Colaboração com a polícia e silêncio sobre detalhes
O advogado ressaltou que o investigado tem interesse em colaborar com a Polícia Civil e que, por ora, não irá comentar detalhes do caso fora do ambiente policial. Sobre informações que circulam a respeito de um possível relacionamento entre Ruan e a ex-companheira da vítima, a defesa afirmou que o assunto só será tratado em depoimento.
Ele não mencionou nada sobre isso. Disse apenas que vai revelar o que tiver de ser dito em delegacia, completou Napoleão Lima.
Detalhes do crime com motivação passional
O crime ocorreu na manhã da última sexta-feira (23), no bairro da Santa Lúcia, em Maceió. Joba, de 33 anos, foi assassinado a tiros. Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (26), a delegada Tacyane Ribeiro afirmou que o homicídio teve motivação passional e que o mandante teria pago R$ 10 mil pela execução.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima mantinha um relacionamento com uma mulher que, após o término, teria se envolvido com Ruan. Com o fim dessa relação e uma possível reaproximação da mulher com Joba, o suspeito teria se revoltado e encomendado o crime.
Situação atual do suspeito
Ruan segue foragido até o momento e não há data exata confirmada para a apresentação, apenas a previsão de que ocorra ainda nesta semana. A polícia continua as investigações para esclarecer todos os aspectos do caso, que chocou a comunidade esportiva de Alagoas.
O CRB, clube onde Joba atuava como coordenador das categorias de base, emitiu nota lamentando a morte do profissional, destacando sua contribuição para o futebol alagoano. O caso segue sob a responsabilidade da DHPP, que aguarda a apresentação do suspeito para dar continuidade aos procedimentos legais.