Suspeito de assassinato de jovem carbonizado em Jaguariúna é preso no Mato Grosso do Sul
Um dos suspeitos de participar do assassinato do jovem de 22 anos Ramon Luporini de Faria Motta, em Jaguariúna (SP), foi preso no sábado (21) em Nova Andradina (MS). Jesué Ferreira Alves estava foragido desde a data do homicídio, ocorrido em fevereiro, quando o corpo da vítima foi encontrado carbonizado em um matagal na divisa entre Jaguariúna e Santo Antônio de Posse.
Detenção e investigação em andamento
A investigação da Polícia Civil de Jaguariúna apontou que Jesué auxiliou o tio e o padrasto da vítima na execução do crime. O tio, Daniel Luporini de Faria, foi preso no dia seguinte ao crime, enquanto o padrasto, Gilson Silva Santos Oliveira, segue foragido. Segundo o delegado Erivan Vera Cruz, uma equipe viajará a Nova Andradina para buscar Jesué e trazê-lo a São Paulo.
Motivação e detalhes do crime
De acordo com o relato do tio à polícia, a ideia inicial era apenas "dar um susto" em Ramon por conta de conflitos familiares. Daniel teria chamado o cunhado Gilson e o amigo Jesué para ajudá-lo, com Jesué estando armado. No entanto, a situação saiu do controle quando o jovem reagiu, sendo imobilizado, amarrado e agredido com uma marreta.
O tio afirmou que Ramon foi retirado do local ainda com sinais vitais, mas inconsciente, na noite de 27 de fevereiro. Jesué teria sido responsável por deixar o corpo em uma área de mata, onde foi encontrado parcialmente carbonizado com auxílio da Guarda Civil Municipal.
Contexto familiar e conflitos
Ramon havia sido preso dias antes por descumprimento de medida protetiva contra a mãe, mas foi colocado em liberdade após audiência de custódia. Pouco depois de sair, ele desapareceu. Segundo o pai do jovem, Ricardo da Motta, Ramon estava tentando internar a mãe, que era usuária de drogas, e esta seria a razão do pedido da medida protetiva.
Quando o boletim de desaparecimento foi registrado, a polícia descobriu que, antes de sumir, Ramon esteve na casa do tio, onde sua motocicleta foi encontrada, levantando suspeitas. Daniel apresentou versões contraditórias e acabou confessando o crime, revelando o envolvimento do padrasto e de Jesué.
Ricardo desconfia que a própria mãe de Ramon pode ter sido a mandante do crime, citando uma publicação dela nas redes sociais horas antes da morte, onde afirmava que o filho "teria o que merece". A polícia não confirma essa participação e refuta a hipótese no momento, mas investiga se conflitos familiares envolviam imóveis e herança.
Processos legais em curso
A polícia instaurou inquérito para apurar os crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Após identificação dos suspeitos, foi pedida prisão temporária para Gilson e Jesué, com Jesué agora sob custódia. As autoridades continuam a busca pelo padrasto foragido e aprofundam as investigações sobre as motivações do crime.



