Prefeitura do Rio determina remoção de mural em homenagem a filho de traficante na Lapa
Rio apagará mural de filho de traficante na Lapa após operação

Prefeitura do Rio ordena apagamento de mural dedicado a filho de traficante na Lapa

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, anunciou nesta quarta-feira (18) que a prefeitura irá apagar imediatamente um mural localizado na Lapa, região central da cidade, que seria uma homenagem a Pablo Carlos Rodrigues Quintanilha, conhecido como PB, filho do traficante Wilton Carlos Quintanilha, o Abelha. A decisão ocorre após uma operação policial na terça-feira (17) que desmantelou um esquema de tráfico de drogas na área.

Contexto do mural e operação policial

O mural, situado ao lado da famosa escadaria Selarón, um dos pontos turísticos mais movimentados do bairro, foi originalmente pintado há cerca de dois anos, quando o muro foi caiado e o retrato de PB foi redesenhado. Pablo Carlos foi morto em um confronto com a polícia em 2019, e a pintura vinha sendo mantida como uma lembrança controversa na comunidade.

Na terça-feira, uma operação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Civil foi realizada na Lapa e em outros pontos da região central do Rio, visando combater o tráfico de drogas controlado pelo Comando Vermelho. As investigações revelaram um extenso esquema de venda de entorpecentes, o que levou a prefeitura a tomar medidas rápidas para remover símbolos associados ao crime organizado.

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Declarações e implicações

Em seu anúncio, o prefeito Eduardo Paes enfatizou que a cidade não pode tolerar homenagens a figuras ligadas ao tráfico, especialmente em locais públicos de grande visibilidade. "É inaceitável que espaços urbanos sejam usados para glorificar a criminalidade", afirmou Paes, destacando o compromisso da administração municipal com a segurança e a ordem pública.

A remoção do mural é vista como um passo simbólico na luta contra o crime organizado no Rio, refletindo esforços mais amplos para recuperar áreas urbanas afetadas pela violência. Especialistas em segurança urbana apontam que ações como essa podem ajudar a desencorajar a apologia ao crime e fortalecer a presença do Estado em regiões vulneráveis.

Impacto na comunidade e próximos passos

A decisão gerou reações mistas entre os moradores da Lapa, com alguns apoiando a medida como necessária para a limpeza visual e moral do bairro, enquanto outros expressam preocupação com possíveis tensões. A prefeitura planeja monitorar a área de perto para garantir que o mural não seja repintado e que a operação policial tenha efeitos duradouros na redução das atividades criminosas.

Além disso, autoridades municipais estão avaliando a implementação de programas sociais e culturais na Lapa para promover uma imagem positiva e engajar a comunidade em iniciativas de revitalização urbana, afastando-se de associações com o tráfico.

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