O plenário da Câmara Municipal de Macapá rejeitou nesta quinta-feira (23), por 12 votos a 7, o arquivamento do processo que pode levar à cassação do vice-prefeito Mário Neto (Podemos). A decisão ocorreu após intenso debate entre os vereadores, que analisaram o parecer da Comissão Processante.
Entenda o caso
O processo foi aberto pela servidora pública Cleiziane Miranda da Silva, que acusa o vice-prefeito de envolvimento em esquema de corrupção na prefeitura de Macapá. O pedido foi protocolado cinco dias após a deflagração da Operação Paroxismo, da Polícia Federal, que resultou no afastamento do prefeito Dr. Furlan (PSD) e também de Mário Neto.
Denúncia e impactos financeiros
A denúncia também menciona a Macapá Previdência (MacapáPrev). O documento aponta que o saldo financeiro do órgão caiu de R$ 181,8 milhões em janeiro de 2023 para aproximadamente R$ 105 milhões em julho de 2024, indicando possível má gestão ou desvio de recursos.
Procurada pelo g1, a defesa de Mário Neto informou que não comentaria o assunto. A rejeição do parecer de arquivamento significa que o processo segue para a chamada “fase de instrução”. Nesta etapa, a Comissão Processante deverá realizar diligências, ouvir testemunhas e solicitar documentos para aprofundar as investigações.
Votação detalhada
Confira como votaram os vereadores:
Votos contra o arquivamento (12)
- Margleide Alfaia (PDT)
- Reginaldo Faraó (União)
- Alessandro (PDT)
- Patrick Monte (MDB)
- Ruzivan (Republicanos)
- Cláudio Góes (Solidariedade)
- Japão (Solidariedade)
- Zé Luiz (PT)
- Banha Lobato (União)
- Daniel Teodoro (PSOL)
- Joselyo (PP)
- Léia Pelaes (PDT)
Votos a favor do arquivamento (7)
- Bruno Igreja (MDB)
- Elenice (Podemos)
- João Mendonça (PRD)
- Marcelo Dias (PRD)
- Caetano Bentes (Podemos)
- Ezequias (PSD)
- Alexandre Azevedo (Podemos)
Abstenção e ausências
- Luany Favacho (MDB) – abstenção
- Luana Serrão (União) – faltou
- Paulo Nery (PSD) – faltou
- Maraína Martins (Rede) – retirou-se do plenário antes da votação
A decisão representa mais um capítulo na crise política que envolve a administração municipal de Macapá, desde a deflagração da Operação Paroxismo. A população acompanha atenta os desdobramentos, que podem resultar na cassação do vice-prefeito e em novas investigações sobre a gestão pública.



