Justiça autoriza quebra de sigilo de biomédica desaparecida há quase cinco meses em Goiás
Quebra de sigilo de biomédica desaparecida há 5 meses em Goiás

Justiça autoriza quebra de sigilo de biomédica desaparecida há quase cinco meses em Goiás

A Justiça aceitou o pedido de quebra do sigilo bancário e telefônico da biomédica Érika Luciana de Sousa Machado, de 47 anos, que está desaparecida há quase cinco meses. Ela foi vista pela última vez no dia 1º de novembro de 2025, após bater o carro em um meio-fio na cidade de Corumbá de Goiás, localizada no Entorno do Distrito Federal. A família da profissional continua sem respostas sobre o seu paradeiro, em um caso que permanece envolto em mistério.

Investigações exaustivas sem resultados concretos

Em entrevista, a delegada responsável pelo caso, Aline Lopes, afirmou que as investigações estão em andamento e que todas as hipóteses possíveis foram minuciosamente investigadas. “A gente não pode falar em arquivamento nesse caso enquanto a gente não tiver um desfecho, muito embora todas as linhas possíveis teriam sido investigadas sem retornar nenhum outro elemento”, declarou a investigadora. Ela ressaltou que a polícia trabalhou inicialmente com a possibilidade de desaparecimento voluntário ou de um crime, mas nenhuma pista concreta surgiu.

O irmão de Érika, Júlio César de Sousa, relatou que a família não recebeu novas informações ou pistas sobre o desaparecimento. Em janeiro, a polícia solicitou a quebra do sigilo telefônico e bancário da biomédica, além de ampliar o raio de buscas. No entanto, as mensagens, ligações e movimentações financeiras analisadas não revelaram nenhum indício do seu paradeiro.

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Ampliação das buscas e esforços infrutíferos

A delegada Aline Lopes detalhou que o raio de busca foi expandido de 2 para 8 quilômetros ao redor do local onde Érika foi vista pela última vez. “Nós tínhamos a esperança de pelo menos poder encontrar o celular dela, mas infelizmente nada foi encontrado. Sem vestígios da Érika e do celular”, destacou. A polícia também verificou que a biomédica não utilizou aplicativos de serviço, como os de transporte, locação temporária ou pedidos de comida, o que dificultou ainda mais o rastreamento.

As investigações incluíram buscas em companhias aéreas, em colaboração com a Polícia Federal, mas nenhum registro de viagem foi localizado. Com a confirmação de que Érika não saiu do país, o Corpo de Bombeiros foi acionado para ampliar as buscas na região. “Havia a suspeita de que ela poderia ter se embrenhado na mata perto de onde o carro dela foi localizado e que algum indício poderia ser localizado ali”, explicou a delegada. Operações com cães farejadores também foram realizadas, mas sem sucesso.

Detalhes do desaparecimento e apelo por informações

Érika desapareceu após viajar de Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, para a casa do pai em Jataí, no sudoeste goiano. Segundo o irmão, a última comunicação ocorreu na manhã de sábado, 1º de novembro, quando ela estava em Corumbá de Goiás. Ela relatou um problema no carro, explicando que havia batido no meio-fio enquanto olhava o celular, o que travou a bomba de combustível e impediu a partida do veículo.

Pessoas que tentaram ajudá-la saíram de perto e, ao retornarem, Érika já não estava mais no local. A ausência de câmeras na região complicou ainda mais a investigação. A delegada Aline Lopes fez um apelo à população: “É importante a gente divulgar, não esquecer o desaparecimento da Érika para caso alguém tenha alguma informação que possa ajudar a polícia a dar continuidade nessas investigações”.

Atualmente, não há novas pistas a serem seguidas, e o caso permanece aberto, com a polícia enfatizando o compromisso de esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e aliviar o sofrimento da família.

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