Quarto suspeito é preso após explosão de agência bancária em Minas Gerais
Quarto suspeito preso após explosão de agência bancária em MG

Quarto suspeito é preso após explosão de agência bancária em Minas Gerais

A Polícia Civil realizou a prisão do quarto suspeito envolvido no ataque à agência do Banco do Brasil em Guidoval, Minas Gerais. O homem de 47 anos foi detido em flagrante no bairro São Benedito, em Juiz de Fora, na última sexta-feira (10). Segundo as investigações, ele atuava como "batedor" da quadrilha, sendo responsável pela coordenação do trajeto de um dos veículos utilizados no crime.

Monitoramento revela cronometragem precisa do assalto

Imagens de câmeras de segurança mostram que toda a ação criminosa, que incluiu a explosão da agência bancária, teve duração inferior a quinze minutos. Os registros detalham a sequência exata dos eventos:

  • 02h19: Um carro branco é visto circulando em frente à agência
  • 02h26: Dois homens encapuzados e armados começam a rondar o local
  • 02h29: Outros suspeitos surgem e um criminoso faz sinal para aguardar preparação da carga explosiva
  • 02h31: Explosão dos caixas eletrônicos com forte emissão de fumaça
  • 02h32: Integrantes do grupo entram na agência carregando sacos pretos
  • 02h33: Fuga imediata no veículo utilizado

Estratégias para dificultar ação policial

Para impedir a chegada das forças de segurança e complicar qualquer perseguição, os criminosos implementaram diversas táticas de obstrução. Eles bloquearam ruas da cidade com barricadas feitas de pneus e veículos incendiados. Além disso, espalharam objetos de metal pontiagudos, conhecidos como "miguelitos", pelas vias com o objetivo específico de furar os pneus das viaturas policiais.

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Papel do "batedor" na estrutura criminosa

No meio policial, o batedor funciona como os "olhos" da quadrilha na estrada. Sua função consiste em monitorar rotas continuamente e alertar sobre possíveis cercos policiais, com o objetivo principal de garantir a fuga bem-sucedida dos criminosos após a execução do crime.

Andamento das investigações e prisões

De acordo com o Núcleo de Inteligência da Delegacia Regional de Juiz de Fora, o batedor preso foi autuado pelos crimes de organização criminosa e embaraço à investigação. Após os procedimentos de polícia judiciária, ele foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Além deste quarto suspeito, outros dois homens de 21 e 35 anos já haviam sido presos anteriormente, e um menor de 17 anos foi apreendido. A Polícia Militar aponta que oito pessoas estariam envolvidas no assalto. Os nomes de todos os suspeitos presos, apreendidos ou ainda procurados não foram divulgados oficialmente pelas autoridades policiais.

Descobertas pós-crime e continuidade das buscas

Imediatamente após o crime, as forças de segurança iniciaram buscas intensivas pelos criminosos. O carro branco utilizado no assalto foi encontrado completamente incendiado em uma área rural de Rodeiro, cidade localizada aproximadamente 25 quilômetros do local do crime. A partir dessa localização, os suspeitos começaram a ser identificados e passaram a ser procurados ativamente.

Um dos envolvidos, que já era conhecido pelas forças de segurança, foi localizado em um imóvel. Ele apresentava ferimentos no ombro, foi preso em flagrante e confessou sua participação no crime. No mesmo local, seu irmão, que estava escondido em outra propriedade próxima, decidiu se entregar e também foi preso. O terceiro suspeito detido foi apontado como líder do grupo criminoso.

As buscas continuam ativamente nos próximos dias, com um helicóptero da Polícia Militar de Juiz de Fora atuando em apoio às operações por outros suspeitos que teriam fugido através de matagais na região. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Ubá.

Impactos na cidade e resposta do Banco do Brasil

Pelo menos um caixa eletrônico foi totalmente destruído durante a explosão. O Banco do Brasil não confirmou se valores financeiros foram levados, mas informou oficialmente que a agência passará por perícia técnica completa e posterior reforma estrutural.

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Devido aos significativos danos estruturais causados pela explosão, o comércio vizinho foi orientado a permanecer fechado durante a vistoria realizada pelo Bope e pela Polícia Civil. Em nota oficial, o Banco do Brasil ressaltou que acionou a polícia exatamente um minuto após identificar a movimentação suspeita ao redor da agência e destacou que os criminosos não conseguiram levar qualquer cédula monetária da unidade.

A instituição bancária explicou ainda que a agência está temporariamente fechada para perícia e que trabalha para restabelecer o atendimento no menor tempo possível. Os clientes que necessitarem de serviços presenciais podem procurar as agências nas cidades mais próximas, em Rodeiro e Guiricema, ou utilizar canais alternativos como aplicativo, Internet Banking, Central de Relacionamento e telefones dedicados.