Manifestantes exigem respostas sobre desaparecimento de família em Cachoeirinha
Um protesto realizado na tarde de terça-feira, dia 10, mobilizou a comunidade de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre, para cobrar agilidade nas investigações sobre o desaparecimento de três pessoas da mesma família. Os manifestantes se reuniram em frente à casa e ao minimercado da família Aguiar, exigindo informações claras das autoridades sobre o paradeiro dos desaparecidos.
Família desaparecida há mais de 15 dias
Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos desde o final de janeiro. Passados mais de 15 dias, a situação permanece envolta em mistério, gerando angústia entre familiares e amigos.
Onilda de Aguiar, irmã de Isail, expressou a dor e a necessidade de respostas durante o protesto. "Quero justiça, quero saber onde eles estão, para onde levaram", disse Onilda. "Quero encontrar eles, seja de qualquer jeito. Quero o final dessa história", completou, destacando o clamor por uma solução definitiva.
Os manifestantes também realizaram uma caminhada pelas ruas de Cachoeirinha, terminando em frente à casa de Silvana, em um ato simbólico de solidariedade e pressão por esclarecimentos.
Suspeito preso e investigações em andamento
Na terça-feira, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana, foi preso temporariamente, suspeito de envolvimento no desaparecimento. A prisão temporária tem prazo máximo de 30 dias, e a Brigada Militar informou que Cristiano será afastado do serviço policial, com a investigação acompanhada pela Corregedoria-Geral da corporação.
Materiais atribuídos ao suspeito, incluindo áudios, revelam que ele perguntou sobre a investigação e reclamou da demora no trabalho da polícia na semana do desaparecimento. Em outro áudio, ele admitiu ter entrado mais de uma vez nas casas ligadas à família Aguiar.
Cristiano e Silvana têm um filho de 9 anos, que agora está sob os cuidados de uma parente por parte do pai após a prisão. Curiosamente, foi o próprio suspeito quem fez o primeiro boletim de desaparecimento de Silvana.
Detalhes do caso e investigações policiais
Silvana foi vista pela última vez em 24 de janeiro. Na mesma data, uma publicação em suas redes sociais alegava que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas estava bem. A polícia, no entanto, afirma que o acidente nunca aconteceu e que a postagem tinha o objetivo de despistar o desaparecimento. Desde então, seu celular está desligado e não houve mais contato.
Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais saíram para procurar a filha no domingo, 25 de janeiro. Segundo o delegado Anderson Spier, o casal chegou a ir à delegacia distrital para registrar o sumiço, mas a unidade estava fechada. Depois disso, eles também desapareceram.
O carro de Silvana foi encontrado na garagem de sua casa, com a chave no interior da residência, reforçando a tese de que ela não viajou. Imagens de câmeras de segurança registraram movimentações atípicas na noite de 24 de janeiro:
- Um carro vermelho entrou na residência de Silvana às 20h34 e saiu oito minutos depois.
- Às 21h28, o veículo de Silvana entrou na garagem.
- Às 23h30, outro carro chegou, permaneceu por 12 minutos e foi embora.
A polícia investiga se era Silvana quem dirigia seu próprio carro e busca identificar os outros veículos envolvidos.
Perfil da família e impacto na comunidade
Silvana é filha única do casal e mora na mesma região deles. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e trabalha com os pais, que são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da família. Isail e Dalmira são descritos como queridos e tranquilos por parentes e vizinhos, mantendo um bom relacionamento com a filha.
O caso tem gerado comoção em Cachoeirinha, com a comunidade unida em busca de respostas. As investigações continuam, e as autoridades prometem esforços para elucidar o desaparecimento e trazer justiça às vítimas.



