Mães denunciam professora por queimar alunos com cola quente como castigo em escola de Birigui (SP)
Uma situação alarmante veio à tona em Birigui, no interior de São Paulo, onde mães de alunos da Escola Municipal Geni Leite denunciaram uma professora suspeita de utilizar um bastão de cola quente para queimar crianças intencionalmente durante as aulas de artes. A Polícia Civil já iniciou investigações formais após o registro de pelo menos dois boletins de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), com indícios de que os ferimentos foram provocados de maneira deliberada como uma forma de castigo.
Relatos detalhados das queimaduras
Conforme os depoimentos apresentados à polícia na última segunda-feira (16), os filhos das denunciantes, ambos com 10 anos de idade, apresentavam queimaduras visíveis nas mãos após participarem de aulas ministradas pela docente suspeita. Uma das mães relatou que seu filho sofreu as queimaduras nos dedos ao pedir permissão para usar o banheiro durante a aula de artes na sexta-feira anterior (13).
Segundo o relato da criança, a professora teria aplicado o produto aquecido com uma pistola de cola diretamente em seus dedos como condição para autorizar a ida ao sanitário. Nas redes sociais, a mãe descreveu que o menino retornou da escola extremamente alterado e chorando, contando que precisou aguentar o máximo possível antes de solicitar para ir ao banheiro, sendo submetido ao mesmo procedimento nas duas vezes que precisou se ausentar da sala.
Risadas e humilhação em sala de aula
A segunda denúncia apresenta elementos ainda mais perturbadores. Outra mãe registrou em boletim de ocorrência que seu filho, também de 10 anos, foi queimado com o bastão de cola quente diante de toda a turma porque não escutou uma instrução da professora. Conforme o relato policial, a criança foi obrigada a se posicionar na frente da sala e estender as mãos para que a docente aplicasse o produto, enquanto a profissional ainda teria dado risadas ao repetir o mesmo ato com outros estudantes.
A mesma mãe informou à polícia que, ao procurar a direção da escola, recebeu a informação de que já existiam reclamações de pelo menos outros cinco pais de alunos relacionados ao mesmo fato. Após essas denúncias, a professora teria sido dispensada da instituição de ensino. Até o fechamento desta reportagem, a polícia não descartava a possibilidade de localizar mais estudantes com ferimentos semelhantes, especialmente após uma terceira mulher ter registrado queixa na delegacia com acusações idênticas nesta terça-feira (17).
Resposta das autoridades educacionais
A Secretaria Municipal de Educação de Birigui emitiu uma nota oficial nesta terça-feira (17) informando que determinou a abertura imediata de um processo de sindicância investigatória para apurar rigorosamente todas as circunstâncias relatadas. A Corregedoria do Município foi acionada para acompanhar o caso e adotar todas as providências necessárias.
A administração municipal enfatizou que não compactua com qualquer conduta que possa colocar em risco a integridade física ou emocional dos alunos da rede pública de ensino, reafirmando seu compromisso com a proteção, o bem-estar e a segurança das crianças. Todas as medidas cabíveis estão sendo implementadas, com garantia do contraditório e da ampla defesa, enquanto eventuais responsabilidades serão apuradas com o devido rigor legal.
A Prefeitura de Birigui se comprometeu a acompanhar o caso de forma prioritária e manter a população informada sobre todos os desdobramentos desta investigação que chocou a comunidade local e levantou sérias questões sobre práticas disciplinares em ambiente escolar.



