Professora universitária é assassinada a facadas por aluno em sala de aula
Uma tragédia chocou a comunidade acadêmica e mobilizou autoridades em Rondônia. A professora universitária Juliana Matos de Lima Santiago, de 41 anos, foi assassinada a facadas por um aluno dentro da sala de aula, durante uma noite de sexta-feira (6). O crime ocorreu em uma faculdade particular localizada em Porto Velho, capital do estado, e deixou familiares, amigos e colegas em profundo luto.
Velório e homenagens emocionam Salvador
Neste domingo (8), familiares e amigos prestaram as últimas homenagens à professora baiana em Salvador. O velório e a cremação do corpo aconteceram no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas. Abalados pela perda, parentes optaram por não falar com a imprensa durante o momento de despedida.
O corpo de Juliana Santiago deixou Rondônia no sábado (7), mesmo dia em que uma missa foi realizada no estado em sua memória. A conexão com a Bahia foi reforçada por homenagens de duas instituições baianas nas redes sociais:
- Colégio Antônio Vieira, tradicional escola de Salvador onde a professora estudou na infância e adolescência, emitiu nota de solidariedade, destacando: "Sua partida nos entristece profundamente e reforça a urgência de cuidarmos da vida, das relações e do outro."
- Ordem dos Advogados Seção Bahia (OAB-BA) repudiou o crime, enfatizando que o assassinato se insere em um contexto alarmante de feminicídios e outras violências letais contra mulheres no Brasil.
Detalhes do crime e prisão do suspeito
O ataque ocorreu durante uma aula na faculdade particular. O suspeito, identificado como João Cândido, de 24 anos, foi preso em seguida por outro aluno, que é policial militar, garantindo sua imediata apreensão.
Juliana Santiago tinha uma dupla atuação profissional: além de professora de Direito Penal, ela era escrivã da Polícia Civil, o que acrescenta um aspecto ainda mais impactante ao caso. Sua trajetória de serviço público e ensino foi interrompida de forma brutal.
Investigação aponta para feminicídio
A polícia investiga o crime como feminicídio, considerando as circunstâncias e declarações do acusado. Em depoimento, João Cândido afirmou que manteve um relacionamento com a professora por cerca de três meses. Ele alegou ter cometido o crime por vingança, após saber que ela teria retomado o relacionamento com o ex-marido.
No entanto, essa versão não foi confirmada pela família da professora nem pelas autoridades, levantando dúvidas sobre a veracidade dos motivos apresentados. O suspeito também relatou que a faca usada no crime teria sido dada pela própria professora um dia antes do ataque, junto com um doce de amendoim em uma vasilha – detalhe que está sob análise da investigação.
Reflexões sobre violência e segurança
O assassinato de Juliana Santiago reacende debates urgentes sobre:
- Violência contra mulheres em espaços educacionais, com a OAB-BA destacando o caso como triste exemplo dessa realidade.
- Segurança em instituições de ensino, questionando medidas preventivas em faculdades.
- Feminicídio no Brasil, com estatísticas alarmantes que continuam a vitimar mulheres em diferentes contextos.
A tragédia deixa um vácuo na comunidade jurídica e acadêmica, enquanto investigações prosseguem para esclarecer todos os aspectos deste crime que comoveu o país.



