Professor de Direito é preso por estupro e tem registro suspenso pela OAB/RS
O Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio Grande do Sul (OAB/RS), decidiu suspender preventivamente o registro profissional de Conrado Paulino da Rosa. O advogado e professor de direito está preso preventivamente desde o dia 2 de março e é réu por crimes sexuais graves, incluindo estupro e estupro de vulnerável.
Suspensão profissional por 90 dias
A suspensão tem validade de 90 dias, contados a partir de 27 de março, impedindo Conrado de exercer a advocacia em todo o território nacional. A decisão baseia-se no Estatuto da Advocacia e da OAB, que autoriza a suspensão do registro quando há "repercussão prejudicial à dignidade da advocacia". O processo ético-disciplinar contra o professor foi aberto em setembro de 2025.
Crimes sexuais com múltiplas vítimas
Conrado Paulino da Rosa responde pelos delitos de:
- Estupro
- Estupro de vulnerável
- Violência psicológica
- Cárcere privado
Os abusos sexuais teriam ocorrido entre 2013 e 2025. No final de 2025, ele foi indiciado por crimes sexuais que, segundo o inquérito, teriam sido cometidos 24 vezes. A investigação policial durou três meses e contou com:
- Depoimentos de 18 vítimas
- 16 testemunhas
- Perícias técnicas
- Exames médicos
- Provas documentais
Quatro mulheres que relatam terem sido vítimas de Conrado concederam entrevista à RBS TV, detalhando os abusos sofridos.
Trajetória profissional e prisões
Conrado Paulino da Rosa lecionava para alunos de graduação e mestrado em direito na FMP, onde também coordenava a pós-graduação em Direito de família e sucessão. Além disso, foi presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família, Seção RS (IBDFAM-RS). Em sua biografia, consta que é autor de 18 obras sobre o assunto.
Em 22 de outubro, a Justiça revogou a prisão de Conrado, dois dias antes do fim do prazo da prisão temporária. Ele estava preso desde 26 de setembro, mas foi preso novamente em 2 de março, desta vez em caráter preventivo.
Como denunciar casos de violência
As vítimas de violência devem procurar a Delegacia da Mulher ou qualquer Delegacia de Polícia para registrar um boletim de ocorrência. O serviço também está disponível pela Delegacia Online, permitindo relatar agressões sem necessidade de deslocamento presencial. Existem centros de referência e delegacias especializadas para mulheres, além da possibilidade de solicitar medidas protetivas online.
A defesa de Conrado Paulino da Rosa não se manifestou até a última atualização desta reportagem, quando contatada pelo g1.



