Justiça mantém prisão de modelo Bruno Krupp por briga na Lagoa
Prisão de Bruno Krupp mantida por briga na Lagoa

Justiça mantém prisão preventiva de modelo Bruno Krupp após briga violenta na Lagoa

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu, nesta terça-feira (31), manter a prisão preventiva do modelo Bruno Krupp, réu por envolvimento em uma briga que deixou um homem desacordado na região da Lagoa, Zona Sul da capital fluminense, em maio de 2025. A decisão judicial destacou o descumprimento de medidas cautelares pelo acusado, que deveria estar recolhido em casa na ocasião do episódio.

Descumprimento de medidas cautelares pesa na decisão

O juízo da 4ª Vara Criminal fundamentou a manutenção da prisão ao citar explicitamente a violação das condições impostas anteriormente. "Não confio, por ora, no comportamento do acusado com o respeito às decisões judiciais", afirmou o magistrado na sentença. A defesa de Krupp havia solicitado a suspensão da prisão, alegando "excesso de prazo", mas o pedido foi rejeitado.

A decisão judicial enfatizou a gravidade do fato: "O crime ocorreu em local público, que exterioriza notoriedade na cidade, ganhando repercussão suficiente para que a conduta do acusado em liberdade coloque em risco a garantia da ordem pública". O episódio aconteceu quando Krupp deveria estar cumprindo medidas cautelares determinadas por um habeas corpus concedido pelo Superior Tribunal de Justiça em outro processo.

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Detalhes da briga na Lagoa Rodrigo de Freitas

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou Bruno Krupp e mais cinco pessoas por envolvimento na briga ocorrida na saída de um bar na Lagoa Rodrigo de Freitas. Durante a confusão, um homem ficou desacordado após receber chutes e socos na cabeça. Segundo a denúncia, Krupp teria incentivado as agressões, gritando frases como: "Mata ele. É os capetas. Mata o gorducho. Tem que matar".

Um vídeo registrado por testemunhas mostra o momento em que o homem, já desmaiado no chão, é alvo de um indivíduo de camisa vermelha que aplica 22 pisões na cabeça, além de chutes no rosto e no corpo. A defesa de Krupp afirmou que ele não integrava o grupo de agressores e que "a verdadeira dinâmica do ocorrido será devidamente demonstrada nos autos do processo".

Histórico criminal do modelo inclui atropelamento fatal

Bruno Krupp também responde por atropelar e matar o adolescente João Gabriel Cardim, de 16 anos, em janeiro de 2022, na orla da Barra da Tijuca. Segundo a Polícia Civil, o modelo estava dirigindo uma motocicleta sem habilitação quando ocorreu o acidente, por volta das 23h de um sábado na Avenida Lúcio Costa.

O adolescente teve uma perna amputada no local e, após ser socorrido, passou por cirurgia no Hospital Municipal Lourenço Jorge, mas não resistiu aos ferimentos. Krupp é acusado de homicídio com dolo eventual e deverá enfrentar júri popular pelo crime. Ele já havia sido preso preventivamente neste caso e liberado mediante habeas corpus, mas tornou-se alvo de novo mandado de prisão por descumprir medidas cautelares ao se envolver na briga da Lagoa.

A prisão preventiva atual decorre justamente do envolvimento no episódio das agressões, demonstrando um padrão de desrespeito às determinações judiciais que pesou decisivamente na manutenção da custódia.

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