Preso após 35 anos: suspeito de feminicídio brutal em 1989 é capturado no Paraguai
Quase quatro décadas depois de um crime que chocou o Brasil, um homem suspeito de assassinar brutalmente sua companheira foi preso pelas autoridades paraguaias na quarta-feira. O homicídio de Fernanda Estruziani, ocorrido em 1989 no Brasil, prescreveria apenas em 2028, mantendo viva a busca por justiça.
O crime que abalou o Paraná nos anos 1980
Fernanda Estruziani, de apenas 21 anos, foi vítima de um feminicídio especialmente violento no final da década de 1980. Inicialmente, a imprensa brasileira noticiou que a jovem havia sido morta com 55 facadas, mas investigações posteriores revelaram um número ainda mais chocante: 72 golpes de faca.
À época do crime, Fernanda e Marcos Panissa, então com 23 anos, moravam juntos em um apartamento no centro de Londrina, no norte do Paraná. Segundo as investigações, Panissa seria extremamente ciumento, motivo que teria levado ao crime hediondo.
Julgamentos, condenação e fuga internacional
Após vários julgamentos, Marcos Panissa foi condenado a 20 anos de prisão, pena que acabou sendo reduzida através de recursos judiciais. Enquanto respondia às investigações em liberdade, o homem aproveitou para fugir do Brasil e estabelecer-se no Paraguai a partir de 1995.
No país vizinho, Panissa adotou uma nova identidade como Carlos Viana, casou-se, teve filhos e mantinha um pequeno comércio, vivendo uma rotina comum que não despertava suspeitas das autoridades locais.
A caçada internacional e a captura
Por ter fugido do Brasil após condenação criminal, o nome de Marcos Panissa foi incluído na lista da Interpol, tornando-se um dos brasileiros mais procurados internacionalmente. A polícia paraguaia revelou que, quando finalmente abordado, Panissa não tentou esconder sua verdadeira identidade, embora sua família no Paraguai desconhecesse completamente seu passado criminoso.
A imprensa paraguaia divulgou fotografias e vídeos mostrando Panissa sendo detido na cidade de San Lorenzo, próxima à fronteira com a Argentina. O suspeito já foi entregue às autoridades brasileiras, onde finalmente cumprirá a pena pelo assassinato de Fernanda Estruziani.
Um caso que resistiu ao tempo
Este caso demonstra como crimes graves podem permanecer ativos no sistema de justiça por décadas. A persistência das autoridades brasileiras e paraguaias, aliada à cooperação internacional através da Interpol, foi fundamental para garantir que a justiça fosse finalmente alcançada, mesmo 35 anos após o crime original.
A prisão de Marcos Panissa serve como um alerta para criminosos que acreditam poder escapar da lei mudando de país e assumindo novas identidades, e como uma mensagem de esperança para famílias que aguardam por justiça em casos antigos.



