Policial Penal de Roraima é preso por embriaguez ao volante e resistência à prisão em Boa Vista
Policial Penal preso por embriaguez e resistência em Boa Vista

Policial Penal de Roraima é preso por embriaguez ao volante e resistência à prisão em Boa Vista

O policial penal Carlos Henrique Ferreira Santos, de 30 anos, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na última quinta-feira, dia 2, no bairro Aeroporto, em Boa Vista, capital de Roraima. O agente foi detido sob suspeita de embriaguez ao volante, resistência à prisão e desacato, após uma abordagem tumultuada que envolveu fuga em alta velocidade e comportamento agressivo.

Liberdade provisória e medidas cautelares

Durante a audiência de custódia realizada na sexta-feira, dia 3, a Justiça de Roraima concedeu liberdade provisória ao policial penal. Como condições, ele teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e deverá comparecer mensalmente ao fórum, além de cumprir outras medidas cautelares estabelecidas pela magistratura. O g1 solicitou um posicionamento da Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania (Sejuc) sobre o caso e aguarda retorno oficial.

Fuga em alta velocidade e abordagem conturbada

Segundo relatos da PRF, os agentes realizavam patrulhamento quando o veículo conduzido por Carlos Henrique ultrapassou a viatura em alta velocidade, executando uma manobra considerada de risco. A equipe acionou sinais luminosos e sonoros para ordenar a parada, mas o motorista ignorou as determinações e iniciou uma fuga. O carro só foi parado no acostamento da Avenida João de Alencar, após perseguição.

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Ao descer do automóvel, o policial penal apresentou comportamento claramente agressivo, xingou os agentes da PRF e se recusou a colocar as mãos na cabeça, conforme instruído. Ele chegou a utilizar sua própria profissão como argumento para tentar evitar a abordagem, gritando que "também era policial e não iria obedecer o que lhe era pedido".

Resistência violenta e apreensão de arma

A situação escalou rapidamente quando Carlos Henrique investiu contra a viatura em múltiplas ocasiões. Em determinado momento, ao tentar retornar ao carro, os agentes da PRF precisaram utilizar uma arma de choque para imobilizá-lo. Mesmo no chão, o suspeito continuou a lutar, causando ferimentos leves em dois policiais rodoviários e ameaçando a equipe com a frase "isso não vai ficar assim".

Durante a confusão, foi constatado que o motorista apresentava olhos vermelhos e fala acelerada, mas ele se recusou categoricamente a realizar o teste do bafômetro. No interior do veículo, a equipe encontrou uma pistola calibre .40 com dez munições, armamento que pertence à Polícia Penal e estava guardado em uma pequena bolsa entre os bancos dianteiros.

Contexto adicional e envolvimento da esposa

De acordo com depoimentos dos agentes da PRF, o policial penal foi visto gritando "de forma ríspida" com sua esposa, que também é agente da Polícia Penal e estava presente no carro durante a abordagem. A mulher confirmou que o casal havia consumido cerveja antes do incidente e relatou que Carlos Henrique faz tratamentos médicos com remédios controlados, informação que pode ser relevante para as investigações em curso.

O caso segue sob análise das autoridades competentes, que avaliam as circunstâncias completas do ocorrido e as possíveis implicações disciplinares e criminais para o policial penal envolvido.

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