Policial penal condenado a 18 anos morre em troca de tiros com BPTAR em Rondônia
Policial condenado morre em troca de tiros com BPTAR em RO

Policial penal condenado a 18 anos morre em confronto com BPTAR em Rondônia

O policial penal Fabrício Borges Mendes, que havia sido condenado a 18 anos de prisão pelo homicídio de Francisco Garcia Galvão em 2013, faleceu nesta terça-feira (10) após uma troca de tiros com o Batalhão de Policiamento Tático de Ação e Reação ao Crime Organizado (BPTAR). O incidente ocorreu em Machadinho do Oeste, no estado de Rondônia, no mesmo dia em que a sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho.

Operação policial resulta em morte durante cumprimento de mandado

Segundo informações da Polícia Militar, agentes do BPTAR foram até a residência de Fabrício Borges Mendes para cumprir um mandado de prisão decorrente da condenação. Durante a abordagem, o policial penal reagiu à ação, o que levou a um confronto armado. Fabrício foi atingido por disparos e, mesmo sendo socorrido e transportado ao Hospital Municipal de Machadinho D'Oeste, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

Condenação por homicídio qualificado com agravantes

Mais cedo na terça-feira, Fabrício Borges Mendes havia sido julgado culpado pelo assassinato de Francisco Garcia Galvão, ocorrido na noite de 22 de agosto de 2013, no Beco da Salgado Filho, no bairro Mato Grosso, em Porto Velho. Os jurados, analisando as provas apresentadas pela acusação e defesa, decidiram por maioria de votos pela condenação. O crime foi considerado homicídio qualificado, com agravantes de crueldade e meio que dificultou a defesa da vítima.

Na sentença, o magistrado determinou a pena de 18 anos de reclusão em regime fechado e decretou a perda do cargo público de policial penal ocupado por Fabrício. A decisão judicial destacou a gravidade do delito e suas circunstâncias, reforçando a aplicação da lei de forma rigorosa.

Reações institucionais e nota de pesar

Após a morte de Fabrício Borges Mendes, a Secretaria de Estado da Justiça emitiu uma nota oficial expressando pesar pelo falecimento do agente e solidarizando-se com os familiares enlutados. A nota reconhece a complexidade do caso e os eventos trágicos que culminaram no desfecho fatal.

Este episódio chama a atenção para os desdobramentos de crimes violentos e as operações policiais de alto risco, especialmente em contextos onde agentes públicos estão envolvidos em processos judiciais. A comunidade de Machadinho do Oeste e de Porto Velho segue em alerta, refletindo sobre a segurança e a justiça na região.