Polícia investiga deepfake de alunas em colégio da UFRGS; estudantes fazem ato por respeito
Polícia investiga deepfake de alunas em colégio da UFRGS

Polícia Civil instaura inquérito para investigar deepfake de alunas em colégio da UFRGS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul iniciou nesta semana uma investigação para apurar a suposta manipulação de imagens, conhecida como deepfake, envolvendo alunas do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O inquérito foi aberto na segunda-feira (30) após o registro de duas ocorrências por adolescentes que teriam sido vítimas da prática criminosa.

O que é deepfake e como foi utilizado no caso

Deepfake é uma técnica que utiliza inteligência artificial para alterar vídeos ou fotos, permitindo a troca de rostos ou a modificação do conteúdo falado. No caso específico do colégio de Porto Alegre, as imagens compartilhadas na internet teriam sido alteradas digitalmente para incluir conteúdo pornográfico, violando a integridade das estudantes envolvidas.

Medidas imediatas da instituição de ensino

A direção do Colégio de Aplicação da UFRGS adotou medidas cautelares imediatas assim que tomou conhecimento dos relatos. Estudantes suspeitos de envolvimento na produção e circulação dos materiais foram suspensos preventivamente, embora a escola não tenha divulgado o número exato de alunos afetados pela medida.

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Em comunicado oficial, a universidade afirmou: "A UFRGS reafirma seu compromisso com a proteção integral de crianças e adolescentes, com o combate a todas as formas de violência, inclusive digital, e com a promoção de um ambiente educacional seguro, ético e respeitoso."

Acompanhamento da Corregedoria e investigações policiais

A Corregedoria da Universidade está acompanhando de perto o caso, enquanto a Polícia Civil, através do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente, segue com as apurações. A delegada Alice Fernandes informou que testemunhas devem ser ouvidas ainda nesta semana para esclarecer os detalhes da produção e disseminação das imagens manipuladas.

Estudantes organizam ato em defesa do respeito às mulheres

Na manhã desta terça-feira (31), alunos do Colégio de Aplicação realizaram uma mobilização espontânea no saguão da instituição em resposta ao caso de deepfake. Vestindo camisetas brancas e portando cartazes com frases como "Respeito não é um favor. Respeito é um direito", os jovens buscaram conscientizar sobre a importância do respeito às mulheres e do uso responsável das redes sociais.

Participação ampla e mensagem dos estudantes

O ato contou com a participação de alunos do ensino fundamental e médio, demonstrando a união da comunidade escolar frente à violência digital. A iniciativa partiu dos próprios estudantes, que organizaram a mobilização como forma de repúdio às práticas de assédio e de apoio às colegas vítimas.

A UFRGS destacou em sua nota que "segue acompanhando o caso com a máxima seriedade, prestando apoio às estudantes e suas famílias, e adotará todas as medidas necessárias à responsabilização dos envolvidos, respeitando o devido processo legal."

Contexto e próximos passos

As investigações continuam em andamento para determinar a extensão total do material manipulado e identificar todos os responsáveis. A universidade mantém contato constante com as famílias das vítimas e garante que procedimentos administrativos adequados serão aplicados conforme a legislação vigente.

Este caso evidencia os riscos crescentes da violência digital no ambiente escolar e a necessidade de políticas educacionais que promovam a segurança e o respeito entre os jovens, especialmente em uma era dominada pela tecnologia e pelas redes sociais.

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