PM é preso dentro do batalhão por estupro, extorsão e agiotagem no RJ
PM preso por estupro e extorsão dentro do batalhão no RJ

PM é detido dentro do batalhão por crimes graves incluindo estupro e extorsão

Um policial militar foi preso dentro do próprio batalhão onde trabalhava, acusado de cometer uma série de crimes graves, incluindo estupro, extorsão e envolvimento com agiotagem. O caso, que chocou a corporação e a população, ocorreu na região de Maricá, no Rio de Janeiro, e revela uma trama de violência e coerção contra uma mulher que buscou ajuda financeira.

Dívida explode de R$ 800 para R$ 7 mil em poucos meses

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, a vítima, uma mulher que preferiu não se identificar, contraiu um empréstimo de R$ 800 em outubro de 2025. O valor foi solicitado para ajudar uma amiga que enfrentava dificuldades financeiras. No entanto, a situação rapidamente se transformou em um pesadelo quando a dívida começou a ser cobrada de forma abusiva.

Em janeiro, o montante devido já havia saltado para aproximadamente R$ 7 mil, representando um aumento de quase 800% em relação ao valor original. A mulher, temendo por sua vida, realizou alguns pagamentos parciais, mas as ameaças e a pressão só aumentaram com o passar do tempo.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Estupro e violência física marcam o caso

Durante uma das cobranças, a situação atingiu seu ponto mais crítico quando a vítima foi estuprada pelo policial militar Lucas de Sousa Mathias. Ela também relatou ter sofrido agressões físicas, incluindo um corte nas costas, e ter tido televisões roubadas de sua residência. O pai da mulher igualmente teria sido ameaçado pelos acusados.

O delegado Cláudio Vieira, titular da delegacia responsável pelo caso, descreveu o estado emocional da vítima durante o reconhecimento do agressor. "Ela se tremia quando fizemos o reconhecimento, mesmo mostrando que a sala não dava para a pessoa presa vê-la. Quando ela viu ele, começou a chorar, se tremia, teve uma crise e depois se escondeu", relatou o delegado, destacando o trauma profundo vivido pela mulher.

Confissão do policial e apreensão de provas

Inicialmente, Lucas tentou atribuir as cobranças ilegais ao seu comparsa, Davyd Nonato Santana, que está foragido e é investigado por agiotagem. No entanto, durante os interrogatórios, o policial militar acabou confessando sua participação direta nos crimes.

"Ele admitiu que acompanhava o Davyd para fazer as cobranças, mas foi ele que estuprou a menina e ainda fez uns cortes nas costas dela", afirmou o delegado Cláudio Vieira. A polícia também realizou uma busca na residência de Davyd, onde foram apreendidas armas, duas televisões pertencentes ao pai da vítima e um caderno com anotações relacionadas à prática de agiotagem.

Resposta da corporação e investigações em andamento

Em nota oficial, a assessoria da Polícia Militar informou, por meio da Corregedoria Geral, que o militar está preso na Unidade Prisional da PM do Rio de Janeiro. A corporação destacou que será instaurado um procedimento administrativo disciplinar para aplicar as medidas cabíveis.

"O Comando da Corporação reitera que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados", afirmou a nota. A Polícia Civil continua investigando se a dupla pode ter feito outras vítimas na região.

Busca por foragido e alerta à população

O Disque Denúncia emitiu um cartaz pedindo informações sobre o paradeiro de Davyd Nonato Santana, que segue foragido. As autoridades reforçam a importância de que qualquer pessoa com dados sobre o caso entre em contato com os canais oficiais de denúncia.

Este caso expõe não apenas a gravidade dos crimes cometidos, mas também os desafios enfrentados pelas vítimas de violência e extorsão, que muitas vezes se veem enredadas em ciclos de medo e coerção. A investigação segue em andamento, com expectativa de que mais detalhes venham à tona nas próximas semanas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar