PM preso e companheira se recusam a fornecer senhas de celular em caso de desaparecimento
PM e companheira não dão senhas de celular em investigação

PM preso e companheira se recusam a fornecer senhas de celular em caso de desaparecimento

O policial militar Cristiano Domingues Francisco, preso temporariamente por suspeita de envolvimento no desaparecimento da família Aguiar, há mais de duas semanas, e sua atual companheira não forneceram as senhas de seus celulares para a Polícia Civil, conforme informou o delegado Anderson Spier nesta sexta-feira (13). O PM é ex-companheiro de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e a Justiça decretou sua prisão após a quebra de sigilo telefônico revelar movimentações consideradas suspeitas pela polícia.

Importância das senhas para a investigação

A quebra do sigilo telefônico permite identificar horários e locais de uso do telefone, mas o acesso às senhas é crucial para examinar mensagens e arquivos armazenados nos dispositivos. "Alguns telefones celulares tiveram as senhas fornecidas. Dois telefones, do suspeito e da atual companheira dele, que são relevantes para a celeridade das investigações, não tiveram as senhas informadas", explicou o delegado Spier, que lidera o caso. A defesa do suspeito foi contatada pela reportagem, mas não respondeu até a última atualização, alegando em nota anterior que ainda não teve acesso aos autos judiciais.

Detalhes do caso e investigações em andamento

A polícia possui indícios de que Cristiano esteve próximo da família Aguiar, especialmente dos pais de Silvana, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, no dia do desaparecimento do casal. Como ele registrou a ocorrência inicial, foi ouvido como testemunha, mas permaneceu em silêncio durante o depoimento. "Ele nos relatou que estava jantando com um casal de amigos em Cachoeirinha, mas essa versão não tem comprovação", destacou o delegado. A prisão temporária tem prazo máximo de 30 dias, e a Brigada Militar informou que Cristiano será afastado do serviço policial, com a Corregedoria-Geral acompanhando a investigação.

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Contexto familiar e desdobramentos

Silvana e Cristiano não mantinham uma boa relação, o que pode ter motivado o crime. Eles têm um filho de 9 anos, que agora está sob os cuidados da avó paterna após a prisão. Recentemente, Silvana havia acionado o Conselho Tutelar para relatar que o pai desrespeitava orientações sobre restrições alimentares da criança. A perícia encontrou vestígios de sangue na casa de Silvana, coletados na quinta-feira (5), além de material genético e impressões digitais em veículos e residências da família, que seguem para análise no laboratório do IGP.

Linha do tempo dos desaparecimentos

Silvana foi vista pela última vez em 24 de janeiro, com uma postagem falsa nas redes sociais sobre um acidente em Gramado para despistar o sumiço. Seus pais saíram para procurá-la no dia 25 e também desapareceram. Imagens de câmeras de segurança mostram movimentações atípicas na noite de 24 de janeiro, com veículos entrando e saindo da residência, incluindo o carro de Silvana. A polícia investiga se ela dirigia seu próprio veículo e busca identificar os outros carros envolvidos. Silvana é filha única e trabalha com os pais, donos de um pequeno mercado em Cachoeirinha, descritos como tranquilos e queridos pela comunidade.

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