Tenente da PM de Goiás alega ter sofrido golpe de manicure que a denunciou por agiotagem
PM diz ter sofrido golpe de manicure que a denunciou por agiotagem

Tenente da PM de Goiás alega ter sofrido golpe de manicure que a denunciou por agiotagem

A tenente da Polícia Militar de Goiás, Rhainna Iannari Gomes Lima, de 40 anos, afirmou publicamente que sofreu um golpe da manicure que a denunciou por suposta prática de agiotagem. O pronunciamento foi feito nesta quinta-feira (26) através das redes sociais da militar, gerando repercussão imediata.

Pronunciamento da tenente e alegações de golpe

No vídeo divulgado, Rhainna relatou que era cliente da manicure há vários anos e que havia desenvolvido um vínculo de amizade com a profissional. Segundo a tenente, por volta de 2024, a manicure começou a reclamar de problemas financeiros e familiares, o que levou a uma série de empréstimos.

"Em 2024, eu emprestei dinheiro para ela, para o filho, para a filha, para a irmã e para a sobrinha dela. E isso confiando nela e que ela pagaria normalmente. O que acontece é que ela não pagou esse dinheiro. E veio me enrolando por anos e nada dela pagar", declarou a tenente em seu vídeo.

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Rhainna admitiu que chegou a entrar em contato com a manicure de forma mais enérgica, mas afirmou que apenas mencionou a possibilidade de irem à delegacia, por acreditar ter sido vítima de um golpe que poderia ser classificado como estelionato.

Valores em disputa e versões conflitantes

Segundo a tenente, a manicure alega que sua irmã teria pegado apenas R$ 2,5 mil emprestados, mas que a dívida total reivindicada pela PM ultrapassa os R$ 16,5 mil. A militar afirma categoricamente que pretende provar sua inocência e entrar com um processo judicial para esclarecer a situação.

Por outro lado, a manicure contou uma versão diferente aos repórteres. Ela relatou que precisou assumir uma dívida da irmã, que inicialmente era de R$ 2 mil com a tenente. Segundo seu relato, já pagou mais de R$ 18 mil à policial e ainda não conseguiu quitar a dívida devido aos juros altos cobrados.

"De R$ 2,5 mil foi para R$ 11 mil. De R$ 11 mil, foi para R$ 36 mil [...]. Ela não para, não tem condições. Aí ela começou com as ameaças dela", afirmou a manicure em entrevista.

Investigações em andamento

O Ministério Público do Estado de Goiás está investigando o caso, conforme informações do repórter Honório Jacometto. A denúncia foi protocolada junto ao órgão em 4 de fevereiro de 2026, envolvendo a policial militar.

Em nota oficial, a Polícia Militar do Estado de Goiás informou que tomou conhecimento da denúncia e determinou a imediata abertura de Procedimento Administrativo. O objetivo é apurar eventual transgressão disciplinar e verificar a existência de indícios relacionados à possível prática de crime militar, conforme a legislação em vigor.

A Policial Militar encontra-se, atualmente, no exercício exclusivo de atividades administrativas, conforme determinação da corporação. A PM reafirmou em sua nota que não tolera desvios de conduta e atua com rigor técnico, imparcialidade e estrita observância da legalidade na análise de qualquer denúncia envolvendo seus integrantes.

Contexto do caso

Rhainna Iannari Gomes Lima é suspeita de agiotagem e de ameaçar uma manicure de Aparecida de Goiânia, que devia dinheiro a ela. Segundo informações obtidas pela TV Anhanguera, a manicure assumiu uma dívida com a tenente e relatou ser vítima de ameaças por mensagens e ligações.

A tenente insiste em sua versão de que foi vítima de um golpe financeiro, enquanto a manicure mantém sua acusação de agiotagem e cobranças abusivas. O caso continua sob investigação tanto pelo Ministério Público quanto pela Polícia Militar, que prometem apurar todos os aspectos com imparcialidade.

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