PF solicita extensão de prazo para análise de imagens da operação com 122 mortos
A Polícia Federal (PF) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, após quase seis meses, a Polícia Militar do Rio de Janeiro ainda não encaminhou as imagens corporais dos policiais militares que participaram da Megaoperação Contenção. Esta operação, realizada em outubro de 2025, resultou em 122 mortes e continua sob intenso escrutínio judicial.
Pedido de prazo adicional para perícia complexa
Em ofício dirigido ao ministro Alexandre de Morais, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, solicitou uma prorrogação do prazo para concluir a perícia das imagens já recebidas da Polícia Civil. Rodrigues argumentou que uma equipe de dez peritos federais está dedicada à análise, mas é inviável finalizar o trabalho em 15 dias, como inicialmente determinado pelos ministros da Corte.
O volume de material é impressionante: mais de 400 horas de gravação, que demandam uma análise minuciosa devido à sua complexidade. Diante disso, a PF requereu um novo prazo de 90 dias para completar a perícia e anexar os resultados ao processo que tramita no STF.
Falta de acesso a imagens cruciais do Bope
A Polícia Federal revelou que, até o momento, recebeu apenas imagens das câmeras das fardas de policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de outras unidades da Polícia Civil. No entanto, não teve acesso às imagens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), a unidade da PM que atuou com o maior contingente de agentes durante a operação.
Andrei Rodrigues enfatizou que o andamento da investigação depende crucialmente do envio desse material restante. A ausência dessas imagens pode comprometer a compreensão completa dos eventos ocorridos durante a Megaoperação Contenção.
Contexto da operação e investigações em curso
A Megaoperação Contenção, realizada no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em outubro de 2025, foi marcada por um saldo trágico de 122 mortos. As investigações buscam esclarecer as circunstâncias dessas mortes, com as imagens corporais sendo um elemento-chave para reconstituir os fatos.
Enquanto a PF aguarda o envio das imagens faltantes pela Polícia Militar, o g1 tenta estabelecer contato com a corporação para obter mais informações sobre o atraso. A demora na entrega do material pode impactar significativamente o ritmo das apurações e a busca por justiça no caso.



