Operação da PF em MS desmonta fábrica clandestina e apreende cigarros eletrônicos ilegais
PF desmonta fábrica clandestina e apreende vapes ilegais em MS

Operação POD da Polícia Federal combate comércio ilegal de cigarros eletrônicos em Mato Grosso do Sul

Na manhã desta terça-feira (3), a Polícia Federal deflagrou uma ação de grande impacto em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, visando desarticular uma rede envolvida no contrabando e venda irregular de cigarros eletrônicos. Batizada de Operação POD, a iniciativa resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais e em um galpão industrial.

Esquema ilegal de importação e venda de dispositivos fumígenos

De acordo com as investigações conduzidas pela PF, os agentes identificaram que dispositivos eletrônicos para fumar — popularmente conhecidos como vapes, pods, e-cigarettes ou cigarros eletrônicos — estavam sendo comercializados na cidade sem a devida regularização. Os produtos, de origem estrangeira, não passaram pelos processos legais de importação, e os responsáveis pelo esquema não realizaram o pagamento dos impostos federais exigidos pela legislação brasileira.

"As investigações apontaram que esses itens, considerados fumígenos, eram vendidos de forma clandestina, configurando crime de contrabando", destacou a corporação em comunicado oficial. Os envolvidos poderão responder por esse delito e por outras infrações que ainda estão sob apuração.

Fábrica clandestina de carvão para narguilé também é alvo da operação

Além da tabacaria que comercializava os cigarros eletrônicos ilegais, os policiais federais também cumpriram mandado em um galpão que funcionava como fábrica clandestina de carvão destinado ao uso em narguilés. O local operava sem qualquer autorização dos órgãos competentes, descumprindo normas legais e ambientais estabelecidas para esse tipo de atividade industrial.

A descoberta dessa unidade de produção irregular ampliou o escopo da operação, evidenciando um esquema mais complexo que envolvia não apenas a venda, mas também a fabricação de produtos relacionados ao hábito de fumar, todos realizados à margem da lei.

Riscos à saúde pública e continuidade das investigações

Os cigarros eletrônicos são dispositivos movidos a bateria que aquecem um líquido — o chamado e-liquid —, gerando um aerossol que é inalado pelo usuário. Embora muitas pessoas se refiram a essa emissão como "vapor", tecnicamente não se trata de vapor de água, mas de uma mistura que pode conter diversas substâncias tóxicas e nocivas à saúde.

A Polícia Federal informou que as apurações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos no esquema ilegal e dimensionar com precisão a extensão das atividades criminosas. A expectativa é que novas medidas judiciais sejam tomadas à medida que as investigações avançam, reforçando o combate a esse tipo de ilícito que impacta a arrecadação pública e coloca em risco a saúde dos consumidores.