PF desarticula grupo que fraudava INSS no Piauí e Maranhão com saques pós-óbito
PF desarticula grupo que fraudava INSS no Piauí e Maranhão

Operação da Polícia Federal desmantela esquema de fraude contra o INSS no Nordeste

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (15), uma operação de grande porte contra um grupo criminoso especializado em fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para obter benefícios previdenciários de forma ilegal nos estados do Piauí e Maranhão. A ação, batizada de "Operação INSS Fraudado", resultou no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão temporária, emitidos pela 1ª Vara Federal de Teresina, da Seção Judiciária do Piauí.

Modus operandi sofisticado e prejuízos milionários

Segundo as investigações da PF, o grupo atuava com um método elaborado que incluía:

  • Inserção de documentos falsificados no sistema do INSS
  • Alteração fraudulenta de dados cadastrais de beneficiários
  • Modificação de locais de pagamento para desviar recursos

O objetivo principal era viabilizar o recebimento irregular de benefícios previdenciários, com destaque para a prática conhecida como "saque pós-óbito", onde os criminosos realizavam saques após o falecimento de beneficiários legítimos. Além disso, foram identificados benefícios vinculados a pessoas fictícias e até mesmo a beneficiários que ainda estão vivos.

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Continuidade de atividades criminosas e medidas judiciais

As apurações revelaram que pelo menos 17 benefícios estavam diretamente ligados ao esquema fraudulento. Parte dos investigados já havia sido alvo de uma operação anterior, o que demonstra a continuidade e persistência das atividades criminosas. Diante da gravidade dos fatos e do significativo prejuízo causado aos cofres públicos, a Justiça determinou:

  1. Bloqueio de bens e valores dos suspeitos no valor superior a R$ 5,3 milhões
  2. Suspensão imediata de todos os benefícios relacionados às fraudes identificadas

Crimes imputados e investigações em andamento

Os investigados enfrentam acusações de diversos crimes graves, incluindo:

  • Organização criminosa
  • Estelionato qualificado
  • Falsidade ideológica
  • Uso de documento falso
  • Apropriação de bens de idosos
  • Lavagem de dinheiro

A Polícia Federal mantém as investigações ativas para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e dimensionar com precisão o prejuízo total causado ao erário público. As diligências foram cumpridas em Teresina (PI), Codó (MA) e Bacabal (MA), demonstrando a abrangência interestadual da operação criminosa.

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