Perícia com disparos de arma esclarece morte de corretora por síndico em Caldas Novas
Perícia com disparos esclarece morte de corretora por síndico

Perícia com disparos de arma busca esclarecer morte de corretora por síndico em Caldas Novas

A perícia realizada no local onde a corretora Daiane Alves Sousa, de 43 anos, foi morta pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira incluiu disparos de arma de fogo em uma simulação para esclarecer a dinâmica dos fatos. O delegado da Polícia Civil André Barbosa informou à TV Anhanguera que a ação tem como objetivo verificar a plausibilidade do depoimento do suspeito por meio de comprovações técnico-científicas.

Detalhes da prisão e investigação

O síndico Cléber Rosa de Oliveira e seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos na quarta-feira, 28 de janeiro, suspeitos de homicídio e obstrução de justiça, respectivamente. Após audiência de custódia na quinta-feira, 31 de janeiro, a Justiça manteve a prisão de ambos, com o Ministério Público afirmando que os mandados foram cumpridos dentro da lei.

O delegado ressaltou que a dinâmica completa do crime não será divulgada imediatamente, mas os disparos realizados durante a perícia são parte essencial para reconstituir os eventos. "A ideia é verificar se o depoimento que ele deu é plausível por meio de comprovação através de perícias técnico científicas. Esclarecer e querer tranquilizar a todos que serão feitos disparos de arma de fogo", declarou Barbosa.

Desaparecimento e descoberta do corpo

Daiane foi vista pela última vez descendo para o subsolo do prédio após seu apartamento ficar sem energia no dia 17 de dezembro. Ela gravou vídeos mostrando a falta de energia e os enviou para uma amiga, informando que iria religar o padrão. Sua mãe, Nilze Alves, que havia combinado de encontrá-la no dia seguinte, não a localizou e registrou um boletim de ocorrência.

Após mais de 40 dias desaparecida, o corpo de Daiane foi encontrado em estado de ossada em uma mata a cerca de 20 quilômetros de Caldas Novas. O síndico confessou o crime para a polícia e levou as autoridades ao local onde o corpo foi deixado.

Contexto de desavenças e acusações

A mãe da corretora relatou que Daiane tinha desavenças com pessoas do prédio, incluindo processos judiciais contra o condomínio. Em 19 de janeiro, o síndico foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de stalking (perseguição reiterada) contra Daiane, com alegações de agressões físicas e verbais ocorridas entre fevereiro e novembro de 2025.

O promotor Christiano Menezes da Silva Caires descreveu que Cléber ameaçou a integridade física e psicológica da vítima através de monitoramento constante e perturbação de suas atividades. No mesmo dia, Daiane também foi denunciada por invasão de domicílio, acusação que sua defesa refuta como infundada.

Posição da defesa e investigações em andamento

Em nota enviada ao g1, a defesa de Cléber e Maicon afirmou que os fatos ainda estão sendo apurados e que há um compromisso do síndico em contribuir com as autoridades. A defesa também negou qualquer envolvimento do filho na morte de Daiane, mantendo que ele não participou do crime.

O caso continua sob investigação da Polícia Civil, com a perícia desempenhando um papel crucial para determinar a veracidade das versões apresentadas e esclarecer os detalhes do homicídio que chocou a comunidade de Caldas Novas.