Justiça condena cinco do PCC por rede de hotéis usada para tráfico e exploração
PCC: cinco condenados por rede de hotéis para tráfico e exploração

Condenação de integrantes do PCC por esquema em hotéis

A Justiça de São Paulo condenou cinco homens ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) por utilizarem uma rede de hotéis na região central da cidade como fachada para atividades criminosas, incluindo tráfico de drogas, exploração sexual e lavagem de dinheiro. A sentença, proferida pelo juiz Antonio Carlos Martins, confirmou a participação dos réus no esquema, que tinha como base logística os estabelecimentos localizados na Cracolândia.

As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo revelaram que os hotéis funcionavam não apenas como abrigos para usuários de crack, mas também como centros operacionais para a facção. De acordo com as autoridades, os estabelecimentos gradualmente se tornaram locais de consumo e tráfico de drogas, além de exploração da prostituição, sem qualquer regulamentação municipal.

Operação na Favela do Moinho

Nesta segunda-feira (8), a Favela do Moinho foi alvo de uma operação que resultou na prisão de sete suspeitos de chefiar o tráfico de drogas na região. A droga que abastecia a Cracolândia também era distribuída a partir desse ponto. A ação foi parte dos esforços para desmantelar a estrutura criminosa que utilizava os hotéis como fachada.

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Empresas de fachada e envolvimento de funcionários

Para dar aparência de legalidade, os criminosos utilizavam empresas formais, como a L.M. Moja Hotel e, posteriormente, a Hospedaria Barão de Piracicaba, também conhecida como Chonn Kap Hotel. Membros do PCC apareciam formalmente como sócios de alguns hotéis. Dois dos condenados chegaram a trabalhar como camareiros em outros estabelecimentos ligados à facção, como Hotel Flipper Ltda, Hotel Manaus Ltda e Hotel Vectra Ltda.

Segundo o Ministério Público, depoimentos de testemunhas protegidas indicam que antigos funcionários desses hotéis, onde ocorriam práticas criminosas, tornaram-se membros do PCC e passaram a zelar pela disciplina da organização criminosa. A abertura da Hospedaria Barão de Piracicaba, em julho de 2021, coincidiu com a saída de Leonardo Moja da prisão, demonstrando a continuidade das atividades criminosas mesmo após ações de repressão.

Detalhes da condenação

Os cinco condenados foram sentenciados por associação ao tráfico de drogas, exploração sexual e lavagem de dinheiro. A decisão judicial destacou a gravidade do esquema, que utilizava a vulnerabilidade dos usuários de drogas na Cracolândia para lucrar com a exploração e o tráfico. As penas variam de acordo com a participação de cada um, mas ainda cabe recurso.

As autoridades continuam investigando outros possíveis envolvidos e a atuação do PCC na região central de São Paulo. A operação desta segunda-feira representa mais um passo no combate ao crime organizado na cidade.

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