Tragédia em hospital de Teresina: paciente morre após ser amarrado, sufocado e queimado
A cidade de Teresina foi abalada por um caso chocante de violência ocorrido no Hospital Areolino de Abreu, na Zona Norte. Pedro Araújo da Silva, de 29 anos, foi encontrado morto no banheiro da unidade na madrugada desta quinta-feira (26), vítima de asfixia e queimaduras. A mãe do jovem, Maria da Cruz do Nascimento Araújo, desabafou em entrevista à TV Clube: "Trouxe meu filho com vida e queria voltar com ele pra casa com vida".
Alta médica não evitou a tragédia
Segundo relatos da família, Pedro havia recebido alta médica na quarta-feira (25), mas a comunicação não foi visualizada no celular da mãe. "Ele já tava de alta e eu fui comunicada, mas não vi no celular. Quando foi hoje, ligaram no meu celular para comparecer cedo e eu vim. Quando cheguei, tive a notícia do falecimento do meu filho. Mataram ele asfixiado e queimado. É muito triste", contou Maria da Cruz, emocionada.
Histórico de internações e agressões
A mãe revelou que o filho era paciente frequente do hospital desde 2014 e que, nesta última internação, já havia sofrido agressões. "Desde 2014 que ele se interna aqui. Dessa vez, ele foi agredido no pátio e acharam ele desacordado. Eu levei ele pro HUT, fiz os exames e voltei. Colocaram ele numa sala isolada e ele tava bem, mas depois botaram junto com os outros, e aí os outros foram e mataram ele", detalhou.
Maria da Cruz visitou o filho no último domingo (15) e observou melhoras em seu estado de saúde. Ela aguardava ansiosamente a liberação, nutrindo esperanças de levá-lo para casa. A tragédia, no entanto, interrompeu esses planos de forma brutal e inesperada.
Investigações em andamento
As circunstâncias da morte de Pedro Araújo estão sob investigação das autoridades competentes. O caso levanta sérias questões sobre a segurança e supervisão dentro de unidades de saúde, especialmente em instituições que atendem pacientes com histórico de vulnerabilidade. A família exige respostas e justiça, enquanto a comunidade local expressa indignação com o ocorrido.
O Hospital Areolino de Abreu, gerido pelo Governo do Piauí, ainda não se pronunciou oficialmente sobre os detalhes do incidente. Espera-se que as investigações esclareçam os fatos e identifiquem os responsáveis por essa morte violenta.



