Operação Tormenta prende militar e desarticula esquema milionário de agiotagem no Amazonas
Operação Tormenta prende militar por agiotagem no Amazonas

Segunda fase da Operação Tormenta resulta em prisões e apreensões no Amazonas

A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, nesta terça-feira (14), a segunda fase da Operação Tormenta, uma ação que culminou na prisão de cinco indivíduos suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em agiotagem, extorsão, roubo e lavagem de dinheiro em território amazonense. Entre os detidos está um tenente da Aeronáutica, identificado como um dos operadores centrais do grupo, o que evidencia a infiltração do esquema em instituições públicas.

Desdobramento de investigação anterior com novas apreensões

A operação atual é um desdobramento direto da primeira fase, realizada em fevereiro deste ano, quando seis pessoas foram presas em Manaus, incluindo o suposto líder do esquema e proprietário de um banco utilizado como fachada para lavagem de capitais. Desta vez, além das cinco prisões, os policiais do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) apreenderam um arsenal significativo, composto por:

  • Armas de fogo
  • Quantias em dinheiro
  • Celulares e computadores
  • Documentos diversos
  • Veículos de luxo

Paralelamente, a Justiça determinou o bloqueio financeiro de pelo menos seis empresas de fachada empregadas para movimentar os recursos ilícitos do esquema, visando interromper o fluxo de capital criminoso.

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Vítimas são servidores públicos com dívidas milionárias

Conforme as investigações, o grupo era estruturado em diferentes núcleos de agiotas que atuavam de forma coordenada, tendo como alvos preferenciais servidores públicos, especialmente mulheres que trabalham em tribunais do Amazonas. Na primeira fase da operação, a polícia identificou pelo menos cinco vítimas, sendo uma delas uma servidora do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).

Ela relatou ter contraído um empréstimo inicial de R$ 5 mil, mas a dívida escalou rapidamente para valores milionários, resultando na perda de dois imóveis e um carro. A vítima ainda sofreu ameaças de morte e de sequestro do filho, ilustrando a violência empregada pelos suspeitos.

Métodos violentos de cobrança e intimidação

Os investigados utilizavam táticas agressivas para cobrar as dívidas, incluindo violência física, intimidação psicológica e abordagens em locais públicos. Em um episódio chocante, uma vítima foi forçada a entrar em um veículo no estacionamento do próprio tribunal, demonstrando a ousadia do grupo.

Áudios obtidos durante as investigações revelam ameaças de morte e ataques a veículos oficiais, corroborando a gravidade das ações criminosas. A operação continua em andamento, com a polícia analisando os materiais apreendidos para possíveis novos desdobramentos.

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