Operação Criptonita desarticula quadrilha especializada em sequestro e extorsão na capital paulista
Cinco homens foram presos nesta terça-feira, 7 de abril de 2026, suspeitos de integrar uma organização criminosa voltada para sequestro e extorsão com atuação em São Paulo e região metropolitana. A ação, denominada Operação Criptonita, é conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, com o objetivo de desmantelar a quadrilha.
Investigação teve início com sequestro de corretor de criptomoedas
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), as investigações começaram em fevereiro de 2025, quando um corretor de criptoativos, de 29 anos, foi sequestrado em um shopping da Zona Sul de São Paulo. Os criminosos induziram a vítima a marcar um encontro com um suposto sócio para discutir negócios, mas, na realidade, a coagiam a entrar em um veículo controlado pelos sequestradores.
A rápida ação da esposa da vítima, que denunciou a localização do carro por meio da geolocalização do celular, permitiu que quatro suspeitos fossem localizados e detidos em Santa Isabel, na região metropolitana de São Paulo. Esse episódio inicial abriu caminho para a identificação de outros integrantes potencialmente ligados à mesma quadrilha.
Mandados cumpridos em múltiplas cidades do Brasil
Nesta terça-feira, a operação resultou na detenção de quatro homens em Santa Isabel, na Grande São Paulo; em Sorocaba e Indaiatuba, no interior paulista; e em Natal, no Rio Grande do Norte. Um quinto acusado, já investigado pela Polícia Federal, encontrava-se preso em uma unidade prisional do estado, totalizando cinco prisões temporárias.
Além das ordens de prisão, a Operação Criptonita cumpriu outros quatorze mandados de busca e apreensão, abrangendo a capital paulista, a Grande São Paulo e as regiões de Campinas e Sorocaba. A ação é coordenada pelo 34º Distrito Policial, localizado no Morumbi, na zona sul de São Paulo.
Força-tarefa mobiliza grupos especializados de segurança
A operação mobilizou 54 policiais civis de unidades de elite, incluindo o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e o Grupo Especial de Reação (GER). Agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, também participaram das diligências, reforçando o caráter integrado da investigação.
Essa colaboração entre órgãos de segurança pública visa combater eficazmente crimes complexos como sequestro e extorsão, que têm impactado a população da região metropolitana de São Paulo. As autoridades continuam a analisar evidências coletadas durante as buscas para possíveis novas ações contra a quadrilha.



