Operador financeiro de quadrilha de sequestros é preso em Guariba, SP
Operador financeiro de quadrilha de sequestros preso em SP

Operador financeiro de quadrilha especializada em sequestros é preso em Guariba

Um homem de 27 anos foi preso na manhã de domingo (8) em uma residência de alto padrão localizada em Guariba, no interior de São Paulo. A Polícia Civil identifica o indivíduo como o operador financeiro de uma organização criminosa dedicada a sequestros na região de Ribeirão Preto.

Especialista em movimentações irrastreáveis

O delegado Igor Dorsa, responsável pelo caso em Sertãozinho, explicou nesta segunda-feira (9) que o suspeito possuía expertise para movimentar valores sem deixar rastros. "A quadrilha precisava de contas bancárias para tornar o dinheiro irrastreável, e ele, com histórico nesse tipo de crime, tinha o know-how para indicar os caminhos", afirmou o delegado.

De acordo com as investigações, o homem atuava como um gerente do núcleo bancário do grupo, indicando quais contas deveriam ser utilizadas para desviar os recursos obtidos ilegalmente. "Quando o grupo pedia contas, ele orientava sobre como ter êxito e evitar o rastreamento policial", complementou Dorsa.

Apreensão de bens de luxo e operação Criptopix

Além da prisão temporária do suspeito, cuja identidade não foi divulgada, a Polícia Civil apreendeu três veículos de luxo e uma motocicleta. Um dos carros está avaliado em mais de R$ 600 mil, e há fortes indícios de que todos os bens tenham sido adquiridos com dinheiro proveniente dos sequestros.

A ação integra a segunda fase da Operação Criptopix, que combate crimes de sequestro e lavagem de dinheiro. Na primeira fase, realizada no início de fevereiro, cinco pessoas já haviam sido presas.

Modus operandi da quadrilha

A investigação revelou que as vítimas eram sequestradas, levadas para cativeiros e coagidas a abrir contas em corretoras digitais que operam com criptomoedas. O grupo atuava em diversas cidades do interior paulista, incluindo Jaboticabal, Monte Alto e Campinas.

Até o momento, a defesa do preso não foi localizada, já que a polícia optou por não revelar sua identidade. As autoridades continuam as investigações para desarticular completamente a organização criminosa.