Mulher é indiciada por homicídio após matar idoso com canivete em praia do Acre
A Polícia Civil do Acre concluiu o inquérito e indiciou uma mulher por homicídio após a morte do aposentado Francisco Tomaz Pereira da Silva, de 61 anos, ocorrida em uma praia de Feijó, no interior do estado. O crime, que aconteceu há quase cinco meses, foi registrado em vídeo por testemunhas e envolveu uma briga entre a vítima e a suspeita, que não teve o nome divulgado pelas autoridades.
Detalhes do crime e investigação
De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (4), o idoso foi atingido por golpes de canivete durante uma discussão que escalou para agressões físicas. Ele foi socorrido por uma ambulância, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no Hospital Geral Dr. Baba, em Feijó. O delegado titular de Feijó, Dione Lucas, explicou ao g1 que ambos os envolvidos estavam alcoolizados no momento do incidente, o que pode ter contribuído para o desfecho fatal.
Durante as investigações, a polícia ouviu testemunhas que estavam presentes na praia e analisou um vídeo que registrou a briga. As imagens foram decisivas para o indiciamento, pois mostraram que a mulher continuou a desferir golpes mesmo após a vítima se afastar, descartando a versão de legítima defesa apresentada pela suspeita. "No vídeo mostra claramente a vítima se afastando e a mulher continua desferindo os golpes, é difícil ser legítima defesa. Com isso, indiciei ela, pode-se dizer que foi uma lesão corporal seguida de morte", afirmou o delegado.
Sequência dos eventos e prisão da suspeita
O vídeo revela que a briga começou em uma barraca na praia, com Francisco Tomaz discutindo com a mulher e outros homens. A discussão evoluiu para agressões: o idoso empurrou a mulher, que caiu no chão e recebeu chutes da vítima. Após se levantar, ela revidou, batendo em Francisco, e, em meio à confusão, um homem tentou separar os dois, empurrando o idoso. A mulher então tentou bater novamente, recebeu um soco no rosto e, em seguida, feriu o abdômen da vítima com um canivete, continuando a tentar esfaqueá-lo outras vezes enquanto ele se defendia.
A suspeita foi presa em flagrante logo após o crime, mas foi solta em 8 de setembro do ano passado durante uma audiência de custódia. A decisão levou em conta que ela era ré primária, tinha emprego, não possuía antecedentes criminais e mantinha endereço fixo. Durante o período de liberdade provisória, ela cumpriu condições como:
- Comparecer a todos os atos do processo quando intimada e justificar atividades bimestralmente em Juízo.
- Proibição de ausentar-se da Comarca onde reside sem autorização judicial.
- Juntar aos autos comprovante de endereço e telefone atualizados em cinco dias.
- Proibição de frequentar bares, festas e locais com venda e consumo de bebida alcoólica.
O inquérito foi encaminhado à Justiça do Acre para prosseguimento do caso. O g1 não conseguiu contato com a defesa da suspeita para obter mais informações sobre o indiciamento.



