Advogado confirma morte de 'Sicário' ligado a Daniel Vorcaro após tentativa de suicídio na prisão
Morte de 'Sicário' de Vorcaro confirmada após tentativa de suicídio

Morte de 'Sicário' ligado a banqueiro é confirmada após tentativa de suicídio na prisão

O advogado Robson Lucas da Silva confirmou oficialmente a morte de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como "Sicário", na noite da última sexta-feira, 6 de março de 2026. O indivíduo, apontado pela Polícia Federal como executor de intimidações a mando do banqueiro Daniel Vorcaro, faleceu no Hospital João 23, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Controvérsia inicial sobre o óbito

A informação sobre a morte de Mourão gerou uma onda de confusão desde quarta-feira, 4 de março, quando ele atentou contra a própria vida dentro da prisão. Inicialmente, a Polícia Federal divulgou que o "Sicário" havia cometido suicídio em sua cela na Superintendência da PF em Minas Gerais, sendo encontrado desacordado e socorrido.

Horas depois, porém, a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais contradisse a informação, afirmando que a morte não estava confirmada e que Mourão seguia internado em cuidados intensivos no CTI do Hospital João XXIII. A situação só foi esclarecida na sexta-feira, quando o protocolo de morte encefálica foi concluído.

Detalhes do caso e investigações

Mourão estava detido no âmbito da Operação Compliance Zero, mesma operação que prendeu Daniel Vorcaro. Segundo investigações da Polícia Federal, ele era acusado de liderar um grupo que monitorava e planejava ações de intimidação contra adversários do banqueiro.

As investigações revelaram mensagens no celular de Vorcaro que indicavam a participação de Mourão em planejamentos violentos, incluindo um plano para agredir o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O banqueiro, através de sua defesa, negou as acusações, alegando que as mensagens foram tiradas de contexto.

Além do envolvimento no esquema de intimidação, Mourão possuía um histórico criminal extenso:

  • Era réu em investigação por lavagem de dinheiro e organização criminosa em Minas Gerais
  • Integrava um esquema de pirâmide financeira que operou entre 2018 e 2021
  • Movimentou R$ 24,9 milhões em uma única conta bancária em 2021
  • O esquema atraía investidores através de anúncios falsos na internet e empresas de fachada

Apurações sobre as circunstâncias da morte

A Polícia Federal informou que está apurando minuciosamente as circunstâncias da morte de Luiz Phillipi Mourão. Segundo a corporação, todo o atendimento prestado ao detento foi filmado e será investigado conforme os protocolos estabelecidos.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que as imagens não possuem pontos cegos e que a investigação é de praxe em situações como essa. O corpo de Mourão foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os procedimentos legais necessários.

A nota oficial enviada pela defesa de Mourão à revista VEJA confirmou: "O quadro clínico de Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão evoluiu a óbito, que foi legalmente declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica".