Médico tem prisão preventiva decretada por morte após harmonização de bumbum em Pernambuco
Médico preso por morte após harmonização de bumbum em PE

Médico tem prisão preventiva decretada por morte após procedimento estético em Pernambuco

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) determinou a prisão preventiva do médico Marcelo Alves Vasconcelos, réu pela morte da comerciante Adriana Barros Lima Laurentino, de 46 anos, que faleceu em janeiro de 2025 horas após realizar um procedimento de harmonização de bumbum. A decisão judicial foi tomada no dia 27 de março deste ano pela juíza Danielle Christine Silva Melo Burichel, da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

Substância proibida e riscos à saúde

De acordo com informações da família e das investigações, o procedimento foi realizado com polimetilmetacrilato (PMMA), uma substância que não é recomendada para fins estéticos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O médico responde pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e ganância, com pena prevista de 12 a 30 anos de prisão.

Na decisão que decretou a prisão preventiva, a magistrada considerou o posicionamento do Ministério Público, favorável à detenção, e destacou que a medida era necessária para garantia da ordem pública e da saúde pública, evitando que o profissional continue realizando procedimentos desse tipo. A juíza também marcou uma audiência de instrução para o dia 22 de setembro deste ano.

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Irregularidades no atendimento médico

As investigações da Polícia Civil revelaram uma série de irregularidades no caso:

  • A vítima morreu de embolia pulmonar e também sofreu choque séptico causado por uma infecção urinária anterior, agravada pelo procedimento
  • O médico não realizou exames prévios na paciente, vendo-a apenas no dia do procedimento
  • Adriana pagou R$ 21 mil pela harmonização de bumbum
  • O profissional não tinha inscrição no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) na época do procedimento
  • O inquérito aponta que o médico tinha ciência dos riscos do produto utilizado

Segundo o documento investigativo, se tivesse solicitado exames simples como urina e sangue, o médico poderia ter diagnosticado a infecção urinária e evitado a morte da paciente. O inquérito afirma que a finalidade não era o bem-estar da paciente, mas sim o lucro exorbitante do investigado.

Histórico criminal do médico

A polícia também revelou o histórico criminal do médico Marcelo Alves Vasconcelos, que é apontado como participante de um grande esquema de fraude em ingresso nos cursos de Medicina nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, com cobrança de até R$ 140 mil por vaga.

Atualmente, o médico é considerado foragido pela justiça. O g1 e a TV Globo tentaram contato com o profissional e com a clínica Bodyplastia, onde ele atendia, mas não obtiveram retorno até a última atualização desta reportagem.

O caso ocorreu quando Adriana Barros foi encontrada morta no banheiro de sua casa. Familiares relataram que ela se queixou de dores intensas logo após ser liberada pela clínica onde realizou a intervenção estética.

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