Médico boliviano é preso por suspeita de cobrar por cirurgia do SUS em hospital de Canoas
Médico boliviano preso por cobrar por cirurgia do SUS em Canoas

Médico boliviano é preso em flagrante por suspeita de cobrança ilegal em cirurgia do SUS

Um médico boliviano foi preso em flagrante na noite de sexta-feira, 27 de setembro, no Hospital Universitário de Canoas, localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A prisão ocorreu após denúncias de que o profissional teria cobrado ilegalmente por uma cirurgia realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Detalhes da acusação e prisão

De acordo com informações da Polícia Civil, o médico, identificado como Pablo Rojas Romero, de 34 anos, teria exigido o pagamento de R$ 2 mil em espécie de familiares de um paciente após realizar um procedimento cirúrgico na tarde do mesmo dia. O caso veio à tona através do setor jurídico do hospital, que recebeu relatos sobre as cobranças irregulares e acionou as autoridades policiais.

A delegada Luciane Bertoletti, responsável pela investigação, relatou que o médico abordou um familiar do paciente após a cirurgia, afirmando que tudo havia corrido bem e que necessitava do valor em dinheiro para supostamente adquirir materiais médicos. Ele teria dito que, assim que saísse de uma nova cirurgia, iria buscar o dinheiro na sala de espera.

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Alegações do médico e investigações em andamento

Durante a prisão, Pablo Rojas Romero alegou aos agentes policiais que o valor cobrado seria destinado à compra de uma haste de melhor qualidade para o tratamento do paciente, que sofria de uma fratura de quatro semanas. No entanto, a delegada Bertoletti esclareceu que essas alegações são infundadas, pois nenhuma haste foi adquirida e todo o material utilizado no procedimento foi fornecido pelo SUS.

"O hospital é 100% SUS, não há cobrança de procedimento, de consulta ou material", afirmou a delegada, destacando a ilegalidade da ação. Ela também informou que o médico atua no Hospital Universitário de Canoas há cinco anos, o que levou a polícia a investigar se existem outros casos semelhantes envolvendo o profissional.

Desfecho do caso e encaminhamentos

Após a prisão, Pablo Rojas Romero foi encaminhado para o Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp), centro de triagem de presos, onde aguarda os próximos passos legais. Até o momento, ele não havia constituído defesa, conforme atualizações mais recentes da reportagem.

Este incidente levanta preocupações sobre a integridade do sistema de saúde público e reforça a necessidade de vigilância constante contra práticas ilegais que podem prejudicar pacientes e a confiança no SUS.

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