Julgamento de ex-esposa acusada de matar policial penal começa em Macapá
Julgamento de ex-esposa por morte de policial penal em Macapá

Julgamento de ex-esposa acusada de matar policial penal tem início em Macapá

Nesta segunda-feira (10), teve início em Macapá o julgamento popular de Maria Darcy Farias Moraes Gonçalves, de 46 anos. Ela está acusada de cometer o homicídio qualificado do policial penal José Éder Ferreira Gonçalves, seu ex-marido, em novembro de 2021. O processo judicial deve durar até dois dias, conforme previsão da magistrada responsável.

Detalhes do caso e andamento do júri

José Éder Ferreira Gonçalves, que tinha 44 anos e atuava como policial penal, foi encontrado morto dentro de seu apartamento na Zona Norte de Macapá no dia 12 de novembro de 2021. A vítima sofreu uma facada no pescoço, em um ataque que, segundo a perícia, ocorreu de surpresa. Durante o julgamento, serão ouvidas oito testemunhas, tanto da acusação quanto da defesa, além do interrogatório da ré.

A juíza Lívia Simone Freitas destacou que todos os procedimentos seguem o planejamento estabelecido e observam as normas legais do processo. Ela também mencionou que a previsão é de que o júri demore um pouco, podendo entrar em recesso e ser concluído apenas no dia seguinte.

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Acusações e versões conflitantes

Maria Darcy é acusada de homicídio qualificado por motivo fútil com recurso que dificultou a defesa da vítima. A investigação apontou que o casal estava em processo de separação na época do crime. Após o ocorrido, a ré foi presa em flagrante e declarou que o golpe teria sido acidental.

No entanto, a Polícia Civil encontrou evidências que contradizem essa versão:

  • A faca utilizada no crime foi localizada no lixeiro da residência e encaminhada para perícia.
  • A arma de fogo do policial foi encontrada desmontada e escondida debaixo de um colchão.
  • Há relatos de que Maria Darcy teria comportamento agressivo e feito ameaças de morte contra a vítima.

Argumentos da defesa

O advogado de defesa, Paulo Eduardo Sá, nega veementemente a premeditação do crime. Ele afirma que a versão trazida de que houve um crime premeditado, um planejamento e execução de um homicídio não é verdade. A defesa trabalha com pelo menos três teses, incluindo a de legítima defesa.

Além disso, o advogado contesta as alegações de ameaças, argumentando que não se comprovou, não se sustentou no processo essa ideia de que ela o havia ameaçado. Segundo ele, existem áudios e gravações que mostram Maria Darcy como vítima de ameaças perpetradas pela amante do ex-marido.

Contexto e repercussão

O caso, que chocou a comunidade de Macapá, envolve elementos complexos como violência doméstica, separação conjugal e a atuação de profissionais da segurança pública. O julgamento está sendo acompanhado de perto, pois pode estabelecer precedentes importantes em casos similares na região.

Com a conclusão prevista para os próximos dias, a sociedade aguarda ansiosamente o veredicto do júri popular, que decidirá sobre a culpabilidade ou inocência de Maria Darcy neste trágico episódio.

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