Cunhado de adolescente grávida será julgado por assassinato e incêndio em Laranjal Paulista
O Tribunal do Júri de Laranjal Paulista, no interior de São Paulo, realiza nesta quinta-feira (26) o julgamento de Marcos Moura Elias, acusado de matar e atear fogo nos corpos de Amanda Lima Madeira, de 15 anos, e de sua filha, Maria Alice, que tinha apenas um ano de idade. O crime chocou a comunidade do distrito de Maristela em janeiro de 2023 e agora chega à fase decisiva da Justiça.
Detalhes do crime que comoveu o interior paulista
Segundo as investigações, Marcos Moura Elias, que era cunhado da vítima e tinha 30 anos na época dos fatos, em conjunto com o ex-companheiro de Amanda e pai da criança – que era menor de idade e já foi julgado pela Vara da Infância e da Juventude –, convidou a adolescente para um passeio com a filha. Os dois levaram mãe e filha para uma área rural, aproximadamente quatro quilômetros distante do distrito de Maristela.
No local isolado, doparam Amanda Lima Madeira e, em seguida, atearam fogo nos corpos dela e da pequena Maria Alice. As investigações apontam que os suspeitos adquiriram combustível em um posto de gasolina especificamente para cometer o crime, sendo que a embalagem utilizada para transportar o material inflamável foi encontrada pela polícia no local do assassinato.
Julgamento adiado e expectativa por justiça
O julgamento de Marcos Moura Elias estava inicialmente marcado para novembro do ano passado, sendo posteriormente remarcado para 28 de janeiro deste ano. Após um novo adiamento, a sessão do Tribunal do Júri foi finalmente agendada para esta quinta-feira, com início previsto para as 9h no Fórum de Laranjal Paulista.
Os corpos carbonizados de Amanda e Maria Alice foram encontrados uma semana após seu desaparecimento, em uma área rural do distrito de Maristela. A adolescente havia saído de casa para passear com a filha quando foi abordada pelos acusados.
Repercussão e homenagens às vítimas
O caso gerou grande comoção entre moradores da região, com familiares, amigos e a comunidade local publicando diversas homenagens nas redes sociais. Juliana Lima, mãe de Amanda e avó de Maria Alice, expressou sua dor em uma publicação emocionante: "Vou lembrar de vocês assim, com muita alegria. Sempre vou te amar meu amor até a eternidade".
A Polícia Científica realizou extensa perícia na área rural onde os corpos foram localizados, coletando evidências cruciais para a construção do caso. O delegado Lourenço Talamonte Netto, que coordenou as investigações, destacou na época a brutalidade do crime e as provas materiais encontradas.
Enquanto o ex-companheiro de Amanda, pai de Maria Alice, já confessou sua participação no crime e apontou Marcos Moura Elias como cúmplice, a comunidade aguarda com expectativa o desfecho do julgamento que pode trazer algum alívio à família das vítimas após mais de um ano de espera por justiça.



