Idoso de 72 anos confessa assassinato brutal com marteladas em Guarujá
Rogério Silva do Amparo, de 72 anos, natural de Belo Horizonte, se entregou à Polícia Civil na capital mineira no domingo, 12 de maio, confessando ter cometido um crime hediondo em Guarujá, no litoral de São Paulo. O homem, que era considerado foragido da Justiça, admitiu ter assassinado Rosângela Santos de Araújo, de 53 anos, desferindo três marteladas em seu rosto.
Detalhes macabros do crime e motivação financeira
A confissão ocorreu por meio de videoconferência, após o advogado de Rogério acionar as autoridades policiais. Segundo o depoimento, o crime aconteceu após uma discussão envolvendo aproximadamente R$ 70,00 que Rogério acreditava ter sido roubado por Rosângela. O idoso relatou que havia saído para comprar drogas para a vítima e, ao retornar, descobriu o sumiço do dinheiro, o que teria desencadeado a violência fatal.
De acordo com a delegada Edna Pacheco, da Delegacia de Defesa da Mulher de Guarujá, o suspeito foi claro em sua declaração: "Ele mesmo confessou a prática do crime dizendo que o motivo dele ter matado a dona Rosângela foi por conta de uma discussão, tendo em vista os valores que ele achou que ela tinha subtraído dele depois que ele foi comprar drogas para ela".
Relacionamento extraconjugal e desaparecimento trágico
Rogério e Rosângela mantinham um relacionamento extraconjugal, conforme revelado nas investigações. A vítima era casada e residia com o marido, de 68 anos, em Guarujá. O desaparecimento de Rosângela foi registrado em boletim de ocorrência na quarta-feira, 8 de maio, após seu filho relatar que ela havia saído de casa na segunda-feira, 6 de abril, por volta das 18h, afirmando que iria buscar dinheiro para usar drogas.
O filho da vítima informou à polícia que sua mãe nunca havia desaparecido antes e que ele próprio foi ao bairro onde ela morava para procurar informações com vizinhos e conhecidos, mas inicialmente ninguém soube informar sobre seu paradeiro.
Descoberta do corpo e desfecho judicial
O corpo de Rosângela foi encontrado morto três dias após seu desaparecimento, precisamente na casa de Rogério em Guarujá. A descoberta ocorreu depois que o advogado do suspeito procurou a Polícia Civil para informar sobre o crime. Rogério, que se mudou para o litoral paulista no final do ano passado, segundo a delegada Edna Pacheco em entrevista à TV Tribuna, agora aguarda as definições judiciais.
Após se entregar na Delegacia de Plantão de Belo Horizonte, ele será encaminhado ao presídio e, posteriormente, a Justiça determinará o local onde cumprirá sua pena. O caso continua sob investigação por meio de inquérito policial, com as autoridades aprofundando os detalhes desse crime que chocou a comunidade de Guarujá e ganhou repercussão nacional.



