Idosa de 70 anos é absolvida após acusação de tramar morte com cartomante em Chapecó
Um caso extraordinário envolvendo uma cartomante, uma idosa de 70 anos e uma tentativa de assassinato culminou na absolvição da mulher mais velha, que foi defendida pelo ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Jorge Mussi. O episódio, que ocorreu em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, em 2019, revela uma trama complexa de extorsão e fraude sobrenatural.
O início da trama: uma amarração amorosa fracassada
Inconformada com a separação do ex-marido, a mulher, hoje com 70 anos, procurou os serviços de uma cartomante local para realizar uma amarração amorosa, um feitiço popular destinado a fazer o ex-companheiro retornar. O valor cobrado pelo encantamento foi exorbitante, totalizando 300.000 reais, que foram pagos pela cliente. No entanto, as forças sobrenaturais aparentemente não atenderam ao pedido, resultando em um fracasso completo do ritual.
A proposta mortal da cartomante
Diante do insucesso do feitiço, a cartomante, pressionada, sugeriu uma solução mais drástica e terrena: contratar um pistoleiro para assassinar a atual companheira do ex-marido da cliente. Com a ajuda do próprio marido da cartomante, o plano foi posto em prática. Um homem paraguaio foi recrutado para executar o crime, mas, surpreendentemente, a vítima sobreviveu a três tiros na cabeça, em um evento que muitos atribuem a uma proteção divina ou ao acaso.
O desenrolar do caso e a extorsão
Após a falha do pistoleiro, que foi preso, o esquema começou a desmoronar. A cartomante, temendo ser capturada pelas autoridades, exigiu da cliente mais 800.000 reais em cheques para desaparecer do mapa, caracterizando um claro caso de extorsão. Todos esses detalhes foram minuciosamente relatados na denúncia oficial, que descreveu uma rede de manipulação e aproveitamento da vulnerabilidade emocional da idosa.
A defesa e a absolvição da idosa
No fim de semana, a mulher de 70 anos foi levada a julgamento no tribunal do júri. Defendida pelo renomado ex-ministro do STJ, Jorge Mussi, ela alegou ter sido vítima da cartomante, que acabou condenada por extorsão. Mussi argumentou, em entrevista à NDTV Record, que sua cliente "se envolveu com uma cartomante de quinta categoria" e sofreu prejuízos financeiros significativos durante um período de fragilidade emocional profunda.
A idosa negou veementemente qualquer participação na tentativa de assassinato da atual do ex-marido e, após análise das provas, foi absolvida pelo tribunal. Em contraste, a cartomante, seu marido e o pistoleiro paraguaio foram condenados por seus respectivos crimes, encerrando um capítulo bizarro na justiça catarinense.
Este caso serve como um alerta sobre os perigos de se envolver com práticas esotéricas fraudulentas e a importância de buscar apoio emocional adequado em momentos de crise pessoal.



