PF investiga homem de 44 anos que fingiu ser adolescente para aliciar meninas em grupo de WhatsApp
Homem finge ser adolescente para aliciar meninas em grupo de WhatsApp

Polícia Federal desmantela rede de aliciamento de menores através de grupo escolar no WhatsApp

A Polícia Federal deflagrou uma operação nesta sexta-feira, 10 de abril de 2026, para investigar um homem de 44 anos acusado de aliciar garotas de 11 e 12 anos de idade em São José dos Campos, interior de São Paulo. O suspeito, que reside em Pindamonhangaba com a esposa e quatro filhos menores, utilizou um grupo escolar no WhatsApp para se aproximar das vítimas, fingindo ser um adolescente estudante da mesma instituição.

Método criminoso e abordagem às vítimas

De acordo com as investigações, em fevereiro deste ano, o homem conseguiu acesso a um grupo de WhatsApp que reunia aproximadamente trinta meninas, todas alunas de um colégio específico. Após infiltrar-se no canal, ele obteve os contatos individuais das garotas e iniciou uma série de abordagens em conversas privadas. Nas mensagens, o indivíduo se passava por um colega de escola e oferecia pagamentos via Pix em troca de fotos e vídeos sensuais, além de tentar marcar encontros presenciais com as menores.

Os agentes federais obtiveram registros de videochamadas realizadas pelo suspeito, nas quais ele exibia o órgão genital por baixo da cueca e solicitava que as meninas mostrassem seus corpos. A polícia destacou a gravidade das ações, que configuram crime de aliciamento de menores com agravantes pela utilização de meios digitais.

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Operação policial e apreensões

Durante a operação de busca e apreensão realizada na residência do suspeito, os policiais federais confiscaram itens cruciais para as investigações. Foram apreendidas roupas íntimas e lençóis idênticos aos que aparecem nas gravações das videochamadas, corroborando as acusações. O celular do homem também foi tomado e será submetido à perícia técnica para apurar a extensão dos crimes.

A análise do aparelho permitirá determinar quantas tentativas de aliciamento foram realizadas e se houve armazenamento ou compartilhamento de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes. Até o momento, não há confirmação de que qualquer uma das garotas abordadas tenha se encontrado pessoalmente com o suspeito, mas as evidências digitais são consideradas robustas.

Antecedentes criminais e contexto do caso

A Polícia Federal revelou que o homem já possui uma condenação prévia por estupro de vulnerável, crime cometido em 2013. Este histórico aumenta a preocupação das autoridades com a segurança das vítimas e a necessidade de medidas rigorosas para impedir a reincidência. O caso ocorre em um momento de crescente atenção sobre crimes digitais contra menores, destacando a importância da vigilância parental e da educação sobre os riscos da internet.

As investigações continuam em andamento, com a possibilidade de novas diligências e a colaboração de órgãos como o Ministério Público Federal. A PF enfatiza que crimes dessa natureza são tratados com prioridade máxima, visando a proteção integral de crianças e adolescentes em todo o território nacional.

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