Justiça do Acre condena homem a quatro anos de prisão por homicídio com machado em Sena Madureira
A Justiça do Acre emitiu uma sentença condenatória contra Lucas Gomes Vaz, que foi responsabilizado pelo homicídio de Antônio Assunção da Silva, um homem de 50 anos encontrado morto em um ramal na zona rural de Sena Madureira, no ano de 2022. O crime foi cometido com golpes de machado, e o réu deverá cumprir a pena em regime inicial aberto, conforme determinação judicial.
Detalhes da condenação e redução da pena
A pena original foi estabelecida no mínimo legal de seis anos de reclusão, considerando a natureza do crime de homicídio simples. No entanto, o juiz Eder Jacoboski Viegas decidiu reduzir a pena em um terço, resultando em quatro anos de prisão. Essa redução foi aplicada porque o réu cometeu o crime em estado de embriaguez, o que, segundo o magistrado, diminuiu sua capacidade de compreensão sobre os atos praticados na ocasião.
Além da pena de prisão, a Justiça também fixou uma indenização mínima equivalente a cinco salários mínimos, destinada a compensar os danos morais e materiais sofridos pelos familiares da vítima. A defesa de Lucas Gomes Vaz informou que ainda está analisando a possibilidade de recorrer da decisão, argumentando que a condenação não se baseia em provas técnicas ou testemunhas seguras.
Relembre o caso do homicídio em Sena Madureira
Em agosto de 2022, o corpo de Antônio Assunção da Silva foi descoberto no Ramal Castanhal, uma área rural de Sena Madureira. De acordo com informações de uma testemunha, a vítima e o suspeito estavam consumindo bebidas alcoólicas em sua residência antes de se dirigirem ao ramal do Lázaro, onde não foram mais vistos. A testemunha relatou ainda que, na madrugada seguinte, recebeu uma ligação do pai do suspeito, que estava preocupado com o comportamento do filho, que havia chegado em casa muito assustado, recolhido roupas em uma mochila e partido sem dar explicações.
A defesa de Lucas Gomes Vaz emitiu uma nota oficial expressando respeito pelo Tribunal do Júri, mas discordando da condenação, que consideram insustentável devido à falta de provas concretas. Os advogados afirmaram que a decisão foi baseada em dúvidas evidentes e que continuarão lutando para contestar a sentença, enfatizando que condenar sem provas adequadas é inaceitável no sistema jurídico.



