Granada de uso militar acoplada a drone falha em ataque a empresário em Goiás
A polícia de Goiás desvendou um caso que envolve tecnologia e violência de alto impacto. Em Itaberaí, no noroeste do estado, um empresário foi alvo de uma tentativa de homicídio utilizando um drone equipado com uma granada de uso militar. O delegado Ricardo Ramos, em entrevista à TV Anhanguera, destacou a gravidade do artefato, afirmando que ele é comumente empregado em cenários de guerra.
Operação Cobrança Final prende três suspeitos
Os três indivíduos suspeitos do crime foram presos na última segunda-feira, dia 2, no âmbito da Operação Cobrança Final, conduzida pela Polícia Civil. Eles enfrentam acusações de tentativa de homicídio qualificado, extorsão e porte ilegal de artefato explosivo. O g1 Goiás tentou contatar a defesa dos acusados, mas não obteve resposta até o momento.
O ataque ocorreu em janeiro, mas os detalhes só agora vieram à tona com as investigações. Segundo as apurações, os criminosos utilizaram dois drones em uma ação meticulosa e perigosa.
Falha técnica impede explosão e revela plano ousado
O delegado Ricardo Ramos explicou que a granada, acoplada a um dos drones, foi direcionada à residência do empresário e de sua família. No entanto, devido a uma falha técnica ou erro de execução, o artefato não explodiu. Em uma tentativa desesperada de recuperar o equipamento, os suspeitos lançaram mão de um segundo drone do mesmo modelo, mas ele não teve força suficiente para suspender o peso do primeiro.
Como resultado, o segundo drone perdeu o controle e colidiu contra o telhado da casa, frustrando completamente o plano criminoso. Ramos ressaltou a sorte da vítima, que escapou ilesa graças a essa sequência de erros.
Granada apreendida e vínculos com grupo criminoso
Durante a prisão, realizada em Mato Grosso, a polícia encontrou dentro do carro dos suspeitos o mesmo tipo de granada militar que havia sido usada no ataque frustrado. Isso reforça as evidências contra os acusados.
A investigação aponta que os três presos integram um grupo criminoso especializado em extorsões e cobranças forçadas de supostas dívidas. Eles empregavam violência e graves ameaças de forma reiterada, demonstrando um padrão de atuação perigoso e organizado.
Este caso chama a atenção não apenas pela violência envolvida, mas também pelo uso inovador e preocupante de drones em atividades criminosas, combinando tecnologia avançada com artefatos de guerra. A polícia continua as investigações para desvendar possíveis conexões com outros crimes na região.



