Funcionário mata chefe após advertência no trabalho em Piumhi, Minas Gerais
Funcionário mata chefe após advertência em Piumhi, MG (10.04.2026)

Funcionário mata chefe após advertência no trabalho em Piumhi, Minas Gerais

Um crime chocante abalou a cidade de Piumhi, no Centro-Oeste de Minas Gerais, na terça-feira (7). Sinésio Omar da Costa Júnior, funcionário do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) há mais de 15 anos, é suspeito de assassinar seu chefe, José Wilson de Oliveira, após receber uma advertência no trabalho. O caso, que envolve um subordinado de 51 anos e uma vítima de 60, ocorreu na residência do supervisor e resultou na prisão em flagrante do acusado.

Detalhes do crime e prisão em flagrante

Segundo informações da Polícia Militar, Sinésio recebeu uma advertência por se recusar a cumprir uma ordem no trabalho. No mesmo dia, após o expediente, ele dirigiu-se até a casa de José Wilson e efetuou disparos contra o chefe. A esposa da vítima relatou ter ouvido o primeiro tiro e corrido para a garagem, onde encontrou o marido caído no chão e o suspeito parado em frente ao portão, ainda segurando a arma.

Testemunha afirmou que Sinésio perguntou: "Tá bom só esse, ou você quer mais um?" antes de atirar para o alto e fugir do local. O corpo de José Wilson foi sepultado no Cemitério da Saudade na quarta-feira (8). O suspeito foi abordado e preso em Pedra do Indaiá durante a tentativa de fuga, tendo sua prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia na quarta-feira (9).

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Perfil do suspeito e histórico profissional

Sinésio era conhecido como um funcionário dedicado e discreto, sem histórico de conflitos ou passagens pela polícia antes do crime. Um amigo da família, que preferiu não se identificar, descreveu-o como "um cara tranquilo, sem envolvimentos em brigas. Muito trabalhador. Toda vez que o encontrava na rua, ele estava trabalhando".

No entanto, Valdeti Aparecida Oliveira Leite, chefe do setor administrativo e financeiro do SAAE, revelou que o suspeito tinha temperamento difícil e já havia recebido outras advertências por se recusar a cumprir ordens. "O Sinésio é um operador de máquina muito bom, na cidade não se encontra outro igual, mas ele é explosivo. Se achasse que não tinha que fazer alguma coisa, ele não fazia", afirmou.

Contexto do relacionamento profissional

A vítima e o suspeito trabalhavam juntos há 15 anos no SAAE de Piumhi. José Wilson era supervisor direto de Sinésio, e o conflito que levou ao crime teria surgido justamente de uma recusa do subordinado em executar uma ordem específica. A advertência aplicada no dia do assassinato parece ter sido o estopim para a tragédia, embora o suspeito não tivesse antecedentes criminais.

O caso segue sob investigação das autoridades locais, que buscam entender todos os detalhes que levaram a esse desfecho violento. A defesa do suspeito ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações, enquanto a comunidade de Piumhi lida com o impacto do crime que envolveu dois funcionários públicos de longa data.

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