Homem foragido por uma década na Europa após crime contra enteada é preso no interior do Ceará
Um homem de 67 anos, suspeito de cometer estupro contra a própria enteada no Distrito Federal, foi preso nesta segunda-feira, dia 13, na zona rural do município de Ipaporanga, localizado no interior do estado do Ceará. O indivíduo havia passado 10 anos foragido na Europa, especificamente em Portugal, para escapar da justiça brasileira.
Operação conjunta resulta na captura do infrator
A captura foi realizada por meio de uma operação conjunta entre a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Brasília e a 3ª Seccional do Interior Norte, através da Delegacia Regional de Crateús. A ação cumpriu um mandado de prisão preventiva por estupro de vulnerável, emitido após investigações detalhadas.
Conforme apurado pela Polícia Civil do Distrito Federal, o crime ocorreu em Taguatinga, entre os anos de 2014 e 2015, período em que a vítima tinha apenas 9 anos de idade. O caso veio à tona somente em 2016, quando as autoridades iniciaram as investigações formais.
Fuga para Portugal e retorno ao Brasil
Na época, após prestar depoimento na delegacia, o suspeito fugiu imediatamente para Portugal, onde estabeleceu residência fixa por aproximadamente uma década. Essa movimentação tinha o claro objetivo de não responder ao processo judicial em andamento no Brasil.
A polícia manteve o monitoramento constante do procurado e identificou que ele retornou ao território brasileiro em janeiro de 2026, através de um voo proveniente de Lisboa, com destino à cidade de Fortaleza, capital cearense.
Localização e prisão na zona rural
Com o apoio das forças de segurança do Ceará e a continuidade das buscas intensivas, o foragido foi finalmente localizado pelos agentes da Delegacia de Crateús na localidade de Serrinha, situada na zona rural de Ipaporanga. Após a prisão, o homem foi conduzido à Delegacia Regional de Crateús para a realização de todos os procedimentos legais necessários.
Este caso destaca a persistência das autoridades policiais em garantir que crimes graves, especialmente aqueles envolvendo vítimas vulneráveis, não fiquem impunes, mesmo após longos períodos de fuga internacional.



