Fazendeiro condenado a 14 anos de prisão por atos de 8 de janeiro é preso em Minas Gerais
O fazendeiro Fernando Junqueira Ferraz Filho, natural de Leopoldina, na Zona da Mata de Minas Gerais, foi preso na quarta-feira, dia 25, após condenação por sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. A sentença, que totaliza 14 anos de reclusão, transitou em julgado no dia 11 de março deste ano, conforme informou o Supremo Tribunal Federal (STF), o que significa que não há mais possibilidade de recursos e determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado.
Detalhes da condenação e prisão
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Fernando Junqueira deu entrada no Presídio de Leopoldina, onde vai cumprir a decisão judicial divulgada em dezembro do ano passado. A pena é composta por:
- 12 anos e 6 meses de reclusão
- 1 ano e 6 meses de detenção
- 100 dias-multa, cada um equivalente a um terço do salário mínimo vigente
O g1 entrou em contato com a defesa do fazendeiro e aguarda retorno para mais esclarecimentos sobre o caso.
Crimes pelos quais foi condenado
O STF listou os crimes que levaram à condenação de Fernando Junqueira, incluindo:
- Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
- Golpe de Estado
- Deterioração de patrimônio tombado
- Associação criminosa armada
Além da pena privativa de liberdade, ele também foi condenado a pagar, juntamente com outros réus, uma indenização de R$ 30 milhões em danos morais coletivos, ressarcindo os prejuízos causados aos bens públicos e à democracia brasileira.
Outros condenados na região
A prisão de Fernando Junqueira se soma a outras condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro na região de Minas Gerais. Entre os casos destacados estão:
- Marcelo Araújo Bormevet, policial federal de Juiz de Fora, acusado de integrar grupo criminoso que monitorava autoridades e disseminava fake news, contribuindo para os ataques.
- Robson Victor de Souza, condenado a 14 anos de prisão por crimes similares, incluindo dano qualificado e associação criminosa armada.
- Marcelo Eberle Motta, coordenador do movimento 'Direita Vive', que recebeu sentença de 17 anos de prisão em regime fechado.
- Joanita de Almeida, cumprindo 16 anos e 6 meses de prisão por participação nos atos antidemocráticos.
- Jaqueline Freitas Gimenez, com pena fixada em 17 anos de prisão por invasão e depredação da sede dos Três Poderes.
Esses casos ilustram a continuidade das ações judiciais contra envolvidos nos eventos que abalaram a capital federal, com o STF mantendo firmeza na aplicação da lei para preservar a ordem democrática.



