Polícia Civil instaura inquérito para apurar falsificação de atestados médicos em Nova Granada
A Polícia Civil deu início a um inquérito para investigar a suspeita de falsificação e venda de atestados médicos no município de Nova Granada, localizado no interior de São Paulo. O caso veio à tona após denúncias que apontam para a existência de um esquema criminoso envolvendo documentos médicos fraudulentos.
Enfermeira é demitida por indícios de participação no crime
Nesta terça-feira (31), uma enfermeira que atuava na rede municipal de saúde de Nova Granada foi demitida pela prefeitura da cidade, devido a fortes indícios de sua participação nas atividades ilícitas. A profissional estava vinculada a uma empresa terceirizada, e assim que as denúncias chegaram ao conhecimento das autoridades municipais, foi solicitado o seu desligamento imediato, medida que foi prontamente efetivada.
Prefeitura ainda não registrou boletim de ocorrência
Entretanto, até o momento da última atualização desta reportagem, a prefeitura de Nova Granada não havia formalizado um boletim de ocorrência sobre o caso. Essa omissão pode representar um obstáculo significativo para as investigações policiais, uma vez que a documentação oficial é crucial para o andamento dos procedimentos legais.
Delegado identifica ao menos 15 atestados falsos
O delegado Antonio Nascimento, responsável pelas investigações, informou que já foram identificados ao menos 15 atestados médicos sem procedência legítima. A suspeita inicial surgiu quando uma médica que atua no Pronto Atendimento de Nova Granada não reconheceu atestados que continham sua assinatura, levantando alertas sobre possíveis falsificações.
"Recebemos um boletim de ocorrência via delegacia eletrônica. Uma médica que atende em Nova Granada notou que haviam expedidos atestados médicos em seu nome, que possivelmente seriam falsos. Através desta ocorrência, iniciamos algumas investigações", explicou o delegado.
Empresário também é vítima do esquema criminoso
Além da médica, outra vítima foi identificada: o dono de uma empresa local que suspeitou de atestados apresentados por um de seus ex-funcionários. O empresário compareceu à delegacia alegando que o ex-funcionário havia apresentado diversos atestados médicos, não apenas em nome da médica inicialmente envolvida, mas também de outras profissionais.
"Nós fizemos a apreensão desses documentos e estamos, através de inquérito policial, determinando que outras diligências sejam realizadas para que possamos chegar à conclusão de quem estava passando esses atestados para essa pessoa, cerca de 10, 15 atestados falsos", finalizou Antonio Nascimento.
Enfermeira ainda não foi ouvida pela polícia
Questionado sobre a enfermeira demitida, o delegado informou que solicitou aos funcionários da prefeitura que compareçam à delegacia para o registro policial. Como essa recomendação ainda não foi cumprida, ele não menciona a mulher como suspeita formal no momento. Por sua vez, a prefeitura assegurou que fará o registro policial em breve, colaborando com as investigações.
Implicações do caso para a saúde pública e o mercado de trabalho
Este caso de falsificação de atestados médicos levanta sérias preocupações sobre a integridade do sistema de saúde pública e as relações trabalhistas na região. A venda de documentos fraudulentos pode:
- Comprometer a credibilidade de profissionais da saúde.
- Afetar a produtividade e a confiança no ambiente de trabalho.
- Gerar prejuízos financeiros para empresas e para o erário público.
- Colocar em risco a saúde dos pacientes, caso atestados falsos mascarem condições médicas reais.
As investigações continuam em andamento, com a Polícia Civil realizando diligências para identificar todos os envolvidos no esquema e garantir que a justiça seja feita.



