Ex-subsecretário do Rio desaparece em meio a polêmica envolvendo filho acusado de crime
A família de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do governo do Rio de Janeiro, divulgou nesta terça-feira (10) que ele está desaparecido. De acordo com os parentes, Simonin foi visto pela última vez no bairro de Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense, e pode estar desorientado ou em surto.
Últimos registros e apelo da família
Segundo informações recebidas pela base do programa Segurança Presente, o ex-subsecretário teria sido visto circulando pela região de Copacabana pouco antes de sumir. A esposa de Simonin relatou que o desaparecimento ocorreu nas primeiras horas da manhã e fez um apelo emocionado: “Meu marido sumiu. Estamos contando com a ajuda de amigos para localizá-lo”. A família pede que qualquer pessoa com informações sobre seu paradeiro entre em contato imediatamente.
Contexto do desaparecimento: polêmica ligada a estupro coletivo
O caso ocorre poucos dias após Simonin se envolver em uma controvérsia pública relacionada a uma investigação da Polícia Civil sobre um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em um apartamento em Copacabana no fim de janeiro. Simonin é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos jovens acusados de participar do crime.
A 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) indiciou quatro jovens por estupro qualificado cometido em concurso de pessoas: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho. Durante as investigações, a polícia analisou imagens de câmeras de segurança que mostram a chegada dos jovens ao apartamento e a entrada da adolescente acompanhada de um menor.
Detalhes do crime e repercussão
O relatório policial indica que a vítima foi imobilizada e atacada pelos cinco rapazes, com o laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontando ferimentos nas partes íntimas, hematomas nas costas e nos glúteos, e suspeita de fratura de costela. O caso teve grande repercussão nas últimas semanas, com Simonin se envolvendo em um conflito nas redes sociais com o advogado da vítima, Rodrigo Mondego.
Mondego divulgou mensagens nas quais afirma ter sido ofendido pelo ex-subsecretário e declarou que avalia apresentar uma representação por coação no curso do processo, crime previsto no Código Penal. Em entrevista anterior, Simonin saiu em defesa do filho, afirmando que “meu filho é inocente”, mas acrescentando que, se houver culpa comprovada, ele “tem que pagar” pelos atos.
Exoneração e situação atual
Após a repercussão do caso envolvendo o filho, Simonin deixou o cargo que ocupava no governo estadual. A exoneração da função na Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos foi publicada no Diário Oficial no início de março. Até o momento, não há informações oficiais sobre o paradeiro do ex-subsecretário, e a família segue mobilizada na busca por respostas.
O desaparecimento de Simonin levanta questões sobre o impacto psicológico de escândalos públicos e a pressão enfrentada por figuras envolvidas em casos criminais de alta visibilidade. Autoridades locais ainda não se pronunciaram formalmente sobre o caso, enquanto a comunidade de Copacabana permanece atenta aos desenvolvimentos.
